O cinema do Instituto Moreira Salles apresenta sete filmes selecionados por Adhemar Oliveira, que o marcaram em cada momento de sua trajetória. Ao longo de sua carreira, Adhemar Oliveira formou gerações de cinéfilos Brasil afora com a sua atuação como programador e também como distribuidor e exibidor.

Intitulada “Carta branca” a Adhemar Oliveira, a mostra será exibida no IMS Paulista, de 5 a 29 de novembro, e no IMS Rio, de 6 a 30 de novembro. Na sede paulista, no dia da abertura (5/11), haverá um debate com Oliveira e Kleber Mendonça Filho, curador de cinema do IMS.

Na programação, Oliveira incluiu dois filmes que foram importantes em sua formação na juventude: Pasqualino Sete Belezas (1975), de Lina Wertmüller, e O boulevard do crime (1945), de Marcel Carné. Exibido em cópia restaurada em 4k, o primeiro conta a história de um vigarista italiano que tenta escapar de um campo de concentração. Clássico do cinema francês, o segundo se passa em Paris, no século XIX, e narra as peripécias de quatro homens que se apaixonam pela mesma mulher. O longa foi filmado durante o período de ocupação nazista na França.

Outro destaque é Os palhaços, de Federico Fellini. No filme, o diretor mistura a história do circo, da Itália e de sua própria biografia, a partir das diversas representações, clássicas e populares, do palhaço. Lançado em 1970, o longa foi distribuído comercialmente no Brasil apenas em 2001, por iniciativa do próprio Oliveira, como ele relembra: “Levamos três década para encontrarmos o filme, obsessão minha e de Leon Cakoff quando éramos sócios na distribuidora Mais Filmes”.

Oliveira também selecionou o filme Sábado, de Ugo Giorgetti, lançado em 1995, no período conhecido como “retomada do cinema brasileira”. Sucesso de bilheteria, o longa foi assistido por 155 mil espectadores. A programação inclui ainda Encontro com homens notáveis (1979), filme raro de Peter Brook, inspirado na autobiografia homônima de G.I. Gurdjieff.

Em cartaz nos dois centros culturais, a mostra apresenta ao público um recorte proposto por Oliveira, profissional que dedicou sua carreira a difundir o cinema no país. “Arte ou ofício, transgredindo ou seguindo os números, a programação se torna a melhor aliada para se obter um brevê para pilotar esta vida louca, em que o cinema, ao mesmo tempo que nos faz viajar pelo mundo, nada mais é que um bom motivo de encontro com quem está próximo a nós”, afirma.

Tanto no IMS Rio quanto no IMS Paulista, os ingressos para as sessões custam R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia).*

*sujeito à alteração.

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