O diretor Zé Celso traz para o Rio de Janeiro, a partir de 8 de novembro, na Cidade das Artes, o novo “Roda Viva”, com texto de Chico Buarque, atualizado para o Brasil de 2019.

“RODA VIVA” estreou em dezembro de 2018 e ficou em cartaz por quase um ano em São Paulo, com casa lotada. A intenção é, também na temporada carioca, trazer ao público a urgência de diversas questões da atualidade nos campos cultural, social, político, ecológico, econômico e tecnológico.

A dramaturgia conta a trajetória, de ascensão e queda, de Benedito Silva (Roderick Himeros), cantor e compositor de sucesso. O personagem é inventado e manipulado pela máquina político-midiática. A trama se desenvolve pelas intervenções do Anjo da Guarda (Gui Calzavara) e do Capeta (Joana Medeiros e Zé Ed). Eles fazem de Benedito o cantor de grande sucesso popular Ben Silver, herói pop. Haverá uma terceira metamorfose que colocará em cena Benedito Lampião, cantor “bem brasileiro, bem violento”. Mané (Marcelo Drummond) é o amigo de juventude do protagonista, que durante todo o espetáculo fica na mesa do bar, e tem sua genialidade fabricada, monitorada pelo jogo entre Anjo, Capeta e coro. Quando Benedito é, enfim, devorado pelo coro, sua esposa Juliana (Camila Mota), que o substituiria como novo ícone da cultura, se liberta da formatação imposta e propõe ao coro e à multidão um novo acordo de produção de vida e desalienação.

 SERVIÇO
RODA VIVA, DE CHICO BUARQUE
CIDADE DAS ARTES (Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca)
De 8/11 a 1/12
Horários: Sextas, 20h. Sábados e domingos, 19h.
Ingressos: bit.ly/rodavivario
Local: Cidade das Artes (Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ)
Duração: 4H (com intervalo de 15 minutos)

Foto: Paula Caldas

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