Deersink – a jaqueta de couro de cervo, é um filme dirigido por Quentin Dupiex, que conta a história de Georges, que encontra uma rara jaqueta de camurça e sua vida muda completamente. A vestimenta passa a ser sua principal obsessão e o leva até uma jornada de possessividade, ciúmes e comportamento psicótico. Quando menos percebe, Georges se tornou outra pessoa. Ou será que sua personalidade real aflorou?

Por mais que, a princípio, o filme pareça uma viagem total, durante seu tempo, ele toma um rumo totalmente inesperado. O filme faz uma clara crítica, principalmente, a cineastas e artistas que fazem obras sem propósito ou sem um objetivo e deixam suas obras figurativamente para o público decidir. É realmente incrível o trabalho do diretor em ironizar esse tipo de obra de uma forma genial, utilizando sabiamente a metalinguagem.

Além disso, pra quem vai esperando um filme inteiramente “cult”, perderá o seu tempo. Deersink começa como uma narrativa que de cara o telespectador não vai se satisfazer, mas conforme o tempo vai passando, ele acaba se tornando um tipo de horror trash que, historicamente, já tem uma fama de poder conquistar o publico. Deersink é debochado, engraçado e terrível da maneira certa.

*Filme visto durante o Festival do Rio 2019.

 

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