Cicatrizes conta a história de uma mãe que não acredita na versão do hospital que diz que seu filho nasceu natimorto, o fato de jamais ter visto o corpo do bebê e do hospital nunca ter se manifestado sobre, onde ele foi enterrado à fazem acreditar que a criança está viva e que foi vendida ilegalmente para uma rede de adoção.

O filme começa com um ritmo um pouco lento, contando com imagens, não diálogos, sobre o que ocorreu com aquela mulher e com a família em questão. No começo, vemos a imagem da protagonista acendendo uma vela de aniversário, enquanto sua filha e marido ficam em silencio, observando, enquanto isso, a câmera centraliza na cadeira vazia da mesa, dando a entender que o aniversariante não está realmente ali. Todas as sequencias seguintes tendem a explicar mais visualmente o que ocorreu a mulher, que a todo momento se relaciona com pessoas que a olham torto ou com algum desprezo.

A história da protagonista é forte: uma mãe que sacrificou uma vida na procura do seu filho que apenas ela acredita estar vivo, enquanto as autoridades, o hospital e até mesmo sua própria família começa a duvidas da sanidade da mesma. O filme é, em muitos momentos, cruel e frio. Sempre mostrando a solidão e a luta que ela enfrentou ao longo dos 20 anos de procura pelo bebe.

Mais para o terceiro ato, o ritmo começa a acelerar e a história começa a ter um maior desenvolvimento, que consegue prender o telespectador. As atuações não são extremamente marcantes, o que poderia facilmente ser levando em consideração o tema do filme, mas conseguem cumprir seu papel, deixando o público entender a dificuldade pela qual a protagonista passou e o turbilhão de coisas que ela sente ao mesmo tempo: medo, raiva, angústia, tristeza.

Cicatrizes é uma denúncia a um crime pouco comentado, mas que afeta milhares de mulheres e de famílias no mundo; é essencial, mas difícil em muitos momentos.

Foto: divulgação Trombone Comunica

 

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