Após ser morto, o militar Gay Garrison (Vin Diesel) é trazido de volta a vida pela empresa RLT com o poder da nanotecnologia. A empresa, comandada pelo Dr. Emil Harting (Guy Pearce), assim acaba criando a mais poderosa arma de combate já vista: o verdadeiro super soldado implacável.

Bloodshot é uma adaptação do quadrinho homônimo da editora Valerian, e de fato ele tem certas características de HQ’s, contudo ele lembra muito mais um videogame. Já adianto que o filme é divertido, ele é exatamente no estilo de ação que Vin Diesel sabe fazer. O filme tem muitos pontos positivos, mas todos os seus problemas se resumem a direção de Dave Wilson e também alguns detalhes do roteiro de Jeff Wadlow e Eric Heisserer.

Em primeiro lugar o elenco é muito bom – e não é só pela ação – mais também pelas partes que precisam de um apelo dramático maior. Pearce já fez vários filmes nesse estilo, e Vin Diesel está muito bem nessas cenas. Muitos esquecem que Diesel ganhou estrelado por sua participação em  Rasgate do Soldado Ryan. No papel de antagonista Sam Heughan, extremamente conhecido pela série Outlander (inclusive vê-lo sem o sotaque escocês causa um certo estranhamento engraçado), que consegue ser detestável.

O roteiro, mesmo com as pequenas falhas, explora muito bem a parte cientifica da trama, e junto a direção constroem um universo mais realista, mediante aos avanços tecnológicos que já conhecemos. Existem alguns plot twists muitíssimos bem colocados, quando surgem são surpreendentes, e quando processados pelo público acabam por fazer total sentido. As cenas de ação, realmente parece demais com cut scenes de games, sendo todas muito bem feitas. Há uma sequência de ação em câmera lenta que parece que os atores estão se socando de verdade.

A direção é competente em todos os quesitos já citados acima, porém ela não consegue encaixar a comédia muito bem feita do roteiro com o ritmo do filme. Então, as piadas vem em cenas que são realmente muito sérias, como elas surgem completamente fora do ritmo, acaba não tendo efeito algum. Os efeitos especiais ficam muito mais artificiais no ato da luta final, apesar de Vin Diesel surgir igual ao personagem dos quadrinhos. O roteiro é inteligente, mas carece de certo desenvolvimento para os vilões. Todas as motivações do herói são justas e possíveis, enquanto a de Guy Pearce não é informada, e Heughan parece ser apenas um babaca cruel. O vilão pode ser mau por ser mau, porém deixe bem claro isso, e não é esse o caso. Ao humanizar esses personagens, se faz necessário o desenvolvimento de suas motivações.

Repetindo, Bloodshot é um filme pipoca divertido, é engraçadinho uma ou duas vezes. Para os fãs da estrela de cinema, Vin Diesel, foi um ótimo acerto. O final é aberto, então dependendo da bilheteria, podemos ver uma sequência em breve.

Foto: divulgação Sony Pictures

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