Após quatro álbuns, o músico e produtor carioca Cícero lança seu quinto álbum, intitulado “Cosmo”.  Não por acaso, a trajetória discográfica de Cícero, que começou em um pequeno apartamento e saiu, pelas ruas, praias e cidades, encontrou na ideia do Cosmo a ilustração poética e musical perfeita para a imensidão das novas questões do artista.

Segundo as palavras do cientista Carl Sagan (1934 – 1996), Cosmo “é tudo que já foi, é ou será” e sobre o qual cada indivíduo lança seu olhar, suas crenças, sua existência. Partilhando da mesma visão, Cícero constrói um novo quadro de suas impressões e expressões artísticas, agora voltadas para a expansão de perspectivas que a própria ideia de Cosmo, ou Cosmos, sugere.

Novamente composto, arranjado e produzido pelo próprio Cícero, o novo disco foi, dessa vez, gravado entre Brasil e Portugal, em diversos estúdios e com diversos músicos dos dois países, ampliando assim, ainda mais, o leque de sons da já rica obra de Cícero.

 

“Céu não há”, assim começa o disco que leva o céu na capa. A partir daí, as dez faixas do álbum percorrem, em trinta minutos, parte da imensidão da natureza humana sob a ótica de um indivíduo. Intenção já expressa nessa capa: uma moldura que enquadra um pedaço de céu. Das questão mais corriqueiras, como em Some Lazy Days (“Mulher, eu vou fazer um filme/ vai se chamar Some Lazy Days/ nele não vai ter enchente/ a gente vai ficar de vez”) às questões mais profundas, como em Nada ao Redor (“Nós, eventos desconexos fugindo de insignificar/ pra aliviar a queda), o novo disco de Cícero passeia por momentos de introspecção e extrospecção, peso e leveza, dando continuidade à sua forma de pensar música, álbuns, arranjos, letras, e seguindo em seu singular processo de abertura de paisagens e histórias.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here