O termo disforia é usado para descrever um humor de depressão ou ansiedade, no caso do protagonista, Dario (Rafael Sieg), um psicologo que está tentando colocar sua vida nos eixos após a tentativa de suicídio de sua esposa Silvia (Juliana Wolkmer). Contudo, Dario se mostra bem mais traumatizado do que parece, tendo visões estranhas com a esposa, sendo que a verdade é bem pior do que já parece ser.

O longa tem um ar muito melancólico e também misterioso, na medida que não nos é apresentados todas as informações sobre a tentativa de suicídio, ou o verdadeiro problema de Silvia. Tudo fica picado através das visões que Dario tem. E o filme tenta, realmente, ele se esforça pra ser um Ilha do Medo, de Scorsese, só que um pouco mais simples, mas é nessa simplicidade que o filme não aposta.

Essas visões picotadas, e outras cenas, acabam sendo para “encher linguiça”, pois ele acaba sendo muito complicado de entender. E quando acaba, deixa aquela mensagem mortal para todo filme: Foi só isso? E sim, é só isso que o roteiro de Lucas Cassales e Thiago Duarte entrefam. Apesar de a direção de Cassales ser muito competente em determinadas cenas. Ele brinca muito muito com o foco da câmera, e causa um efeito muito interessante para sua narrativa.

Explicando rapidamente o filme com SPOILERS, tudo foi sobre o processo de depressão que Dario estava entrando. Porque Silvia não sobreviveu ao suicídio, mas também fica implícito que ela pode ter matado também a filha do casal. Essa informação fica no ar através de Sofia (Isabella Lima), paciente de Dario, mas que realidade é um reflexo da filha morta do psicólogo.

Essa trama poderia ter sido mais bem aproveitada em curta metragem, pois a simplicidade da trama poderia ser muito mais bem aproveitada.

 

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