Ator, cineasta e modelo, Gui, 31 anos, tem uma carreira internacional em crescimento, com mais de 100 comerciais, duas novelas da Telemundo, papéis em séries da Nickelodeon e criação de mais de 10 curtas-metragens, com o ‘Roses are Blind’ premiado em 8 festivais.

  Ex-tenista brasileiro que se destaca no exterior como ator, e agora voltou ao Brasil para lançar seu primeiro filme, Solteira Quase Surtando.

Você interpreta um personagem em outra língua, teve dificuldades em interpreta-lo por conta disso?
Gui Agustini –Sim, foi muito divertido, mas com certeza um grande desafio para mim. Apesar de eu dominar e falar fluentemente o espanhol por causa dos meus pais, de ter morado na Venezuela e trabalhado em Espanhol em Miami, meu sotaque é mais centro americano. Eu nunca tinha feito um sotaque da Espanha. Então fiz meu trabalho de pesquisa e prática o que é um dos processos mais bacanas como ator. Mas a questão é que ele só tinha uma parte pequena onde ele falava espanhol realmente, o resto era tudo portunhol. Isso cria uma ansiedade e nervosismo e achar o equilíbrio não foi simples porém estive muito confiante nas minhas escolhas e preparação. Meu objetivo era encontrar a autenticidade dele de uma forma que o público pudesse entender claramente suas falas. Espero que tenha sucedido nisso.

Mina Nercessian interpreta a protagonista do filme, como foi o relacionamento no set de filmagem?
Gui Agustini – Foi muito bacana. Uma experiência incrível. Mina foi muito acolhedora desde o primeiro dia. A gente nunca tinha se conhecido antes e nossas primeiras cenas foram a montagem dos diversos beijos. Haha. Imagina? Mas ela foi muito profissional e magnífica em me fazer sentir relaxado, presente e seguro o que são fundamentais para uma boa atuação. Ela foi uma líder muito exemplar, a energia dela era contagiante e as performances são extraordinárias. Foi realmente muito divertido e incrível.

Solteira quase surtando é uma comedia com uma bonita mensagem sobre a vida real, ninguém é perfeito. Além disso, se você pudesse dar um conselho sobre os tempos atuais, onde o mundo, literalmente, vive sob estresse, o que você diria?
Gui Agustini – Realmente a mensagem do filme é muito bacana e profunda. Olha, eu diria primeiramente que é muito importante que todo ser humano crie suas rotinas anti-stress já que cada um de nós devemos tomar responsabilidade de nossas vidas. Eu pratico e acredito muito na meditação, exercício físico e claro ser feliz com o que faz e com quem convive. Mas cada um tem um nível de estresse diferente e existem milhares de opções diferentes então cabe a cada um de nós encontrar o que melhor funciona. Mas se todos tivéssemos esse objetivo pessoal e tomássemos ações diárias, agiríamos diariamente de forma melhor e consequentemente teríamos um mundo melhor.

 Você vem das quadras de tênis, o que te levou a ser ator? Poderia citar algumas influências?
Gui Agustini –Foi uma progressão de eventos inesperados. Tudo começou em Caracas, na Venezuela, em 2009, onde eu estava morando fazia quase 2 anos. Eu treinava tênis e me preparava para ir com bolsa de tênis estudar nos Estados Unidos. Através da forma física que eu havia alcançado eu comecei a fazer trabalhos de fotos e modelo. Isso me levou a fazer um teste de comercial para a Subway. Sem experiência nenhuma em atuação, eu tive uma experiência horrível e pedi aos meus agentes que me recomendassem uma escola de atuação. Eles me passaram o nome de uma das maiores referências de lá e aí foi onde minha paixão pela atuação e artes deu início. Observando minha primeira aula, lendo minha primeira peça de Shakespeare e logo fazendo meus primeiros exercícios na escola, que eu morria de medo a princípio, eu fui me apaixonando por essa vocação. Logo conheci um ator famoso na Venezuela que me acolheu e acreditou muito em mim. Ele foi meu primeiro grande mentor. Quando mudei para os Estados Unidos para estudar business, eu adicionei os cursos de teatro. Continuei me apaixonando cada vez mais. Dai quando fui para Miami com o intuito de passar somente o verão estudando em escolas latinas profissionais, eu fiz cursos com os renomados Aaron Speiser (coach do Will Smith), Sebastian Ligarde e Roberto Huicochea (atores mexicanos), Tom Todoroff e Ralph Kinnard quem me ajudaram a decidir que isso era o que eu realmente queria fazer pro resto da minha vida. Larguei o tênis e comecei a me dedicar 100% à essa arte que aliás também é um business.

Diria que esses mentores que tive no começo dos meus estudos foram minhas grandes influências, porém quando entrei com tudo na atuação como profissão e vida, minhas maiores inspirações foram os atores Will Smith, Leonardo DiCaprio, Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Ricardo Darin.

Na TV, você já fez novelas da Telemundo e 2 séries no canal Nickelodeon, são públicos bem diferentes, como foi encarar esses desafios?
Gui Agustini – A questão dos públicos serem diferentes, não me afetou muito nem se tornou um desafio em mim. Mas os grandes desafios, e cada um deles tiveram os seus, vieram mais do momento em que eles aconteceram na minha carreira e do tipo de responsabilidade que eu tive com cada personagem. Além da complexidade de cada um deles. Todos foram crucias para mim e eu encarei eles com muita dedicação, gratidão e alegria. Eu acho que o fato de minha carreira ter tido uma progressão lenta foi muito importante em encarar cada desafio com confiança e competência. Ou seja, minha primeira participação na TV para a Telemundo foi um ponta com uma fala. Logo a próxima foi maior. Logo tive um personagem recorrente na Grachi 2 da Nick e depois um personagem principal na 11-11. E assim fui crescendo e aprendendo.

Foto: Mark Tom Photography / Divulgação 

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