Divina, Enluarada, A Magnífica, Mulata Maior – os epítetos colecionados por Elizeth Cardoso ao longo de mais de cinco décadas de carreira dão mostras de sua versatilidade e de sua importância na cena musical popular brasileira no século XX.

A ideia de homenageá-la em um show surgiu de uma visita de Mônica Salmaso à Casa do Choro, no Rio de Janeiro, e do encontro com dois de seus diretores: Luciana Rabello (cavaquinho) e Mauricio Carrilho (violão de 7 cordas), não por acaso músicos que atuaram ao lado de Elizeth na década de 1980. A eles se juntaram Paulo Aragão (violão, direção musical e arranjos), Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Magno Julio e Marcus Thadeu (percussão). A partir de um mergulho na extensa discografia, nasceu o repertório com um passeio pelos muitos caminhos musicais percorridos por Elizeth: sambas gravados nas décadas de 50 (Seresteiro, de Raul Moreno, Renato Lima e Zé Keti); sambas-canções de discos antológicos como Canção do amor demais e Elizeth interpreta Vinícius, clássicos que ela visitou (Violão Vadio de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, Sei lá, Mangueira, de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho) e pérolas esquecidas (A mentira acaba, de Rui de Almeida e Arnô Provenzano). Além dessas, completam o repertório canções de compositores como os próprios Mauricio Carrilho e Luciana Rabello, Cartola e Dino e Meira. Assim surgiu SENHORA DAS CANÇÕES – uma homenagem a Elizeth!

Elizeth começou no rádio, nos anos 40, atuou intensamente na cena fonográfica dos anos 60 e 70, participou de importantes espetáculos musicais, cantou até o fim da vida, em 1990. Brilhou no choro, no samba, no samba-canção, na música romântica, teve papel importante nos primórdios da bossa nova. Fixou clássicos da nossa música, lançou diversos jovens compositores, atuou com a mesma desenvoltura ao lado de conjuntos regionais, de trios de jazz e de grandes orquestras. O centenário de nascimento de Elizeth, comemorado em 2020, é uma oportunidade para revisitar seu extenso legado.

SERVIÇO
Mônica Salmaso / dia 20 de março
Casa do Choro (Rua da Carioca, 38 – Centro)
Ingressos: https://www.ticketplanet.com.br/marcas/casa-do-choro
Bilheteria: de segunda a sexta, das 11h às 19h (pagamentos apenas em dinheiro)
Duração: 60min
Acessibilidade: Acesso para portadores de necessidades especiais
Capacidade do Auditório Radamés Gnattali: 100 lugares
Classificação: Livre

Foto: Dani Gurgel

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