Todos os três filmes da trilogia Senhor dos Anéis tem estilos muito bem definidos. Por exemplo, A Sociedade do Anel tem um ar muito mais de aventura, enquanto As Duas Torres é o filme, e livro também, mais dramático. Já O Retorno do Rei só poderia ser definido como épico. Neste filme assistimos o espírito de batalha final ainda mais presente com o cerco a Minas Tirith. Após derrotarem as hordas de Saruman, os membros da Sociedade voltam seus olhos para o novo ataque do Senhor do Escuro. Se o reino de Gondor sucumbir então toda Terra-Media vai cair na escuridão.

Além da diferença de tom no enredo, a fotografia de Retorno do Rei é  completamente diferente, ela própria representa um signo em um momento decisivo da saga, que vai do escuro para luz. O nível de produção é absurdamente épico, mesmo sendo um filme de quase 20 anos atrás. O Retorno do Rei  usa de planos abertos para demonstrar a magnitude e amplitude de Gondor, e também a desolação de Mordor.

E se você pensa que o visual é tudo neste filme, pensou errado. Aqui nós temos linhas de textos impecáveis em vários personagens, como do discurso de guerra do Rei Théoden: “Cavalguem agora! Cavalguem pela ruína e pelo fim do mundo!”, e o pequeno monólogo de Gandalf sobre o pós-vida. O Retorno do Rei pode ser comparado a Vingadores: Ultimato por sua grandiosidade nas cenas de ação. Contudo, muitas das cenas foram efeitos práticos. A cena icônica da Batalha dos Campos de Bellenor usou 400 cavalos, um número absurdo de figurantes, e somou um total de 200 mil personagens depois da computadorização das figuras digitais.

“O Senhor dos Anéis” é uma dos maiores obras da literatura, e agora, do cinema. Por toda travessia do Hobbit até a derradeira derrota de Sauron, fomos lá e voltamos outra vez para casa, talvez para aguardar uma nova aventura.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here