Pedro Luís decidiu homenagear Luiz Melodia com releituras de suas músicas no álbum “Vale Quanto Pesa – Pérolas de Luiz Melodia” . O disco buscou, de acordo com Pedro, “fazer reverência e referência aos detalhes dos arranjos originais tão marcantes, mas sem que isso soasse como cover”. Agora, a versão de luxo do trabalho chega aplicativos de música com seis faixas inéditas.

Um dos destaques da nova edição é o single “Feto, Poeta do Morro” (Luiz Melodia). Originalmente criada para o disco “Pérola Negra” (1973), a música foi censurada pela ditadura e jamais lançada antes. Eis que a viúva de Melodia, Jane Reis, cedeu a composição para que Pedro tivesse tal honra. “Feto, Poeta do Morro” traça paralelos entre o Rio de Janeiro no qual o Luiz Melodia cresceu e as peculiaridades do Brasil setentista. “A canção acha cabimento nos dias atuais ao falar de um Rio e uma Guanabara tão sofrida, nos fazendo imaginar que o poeta poderia ter feito essa obra essa semana”, explicou Pedro Luís, que recebeu a datilografia original da letra para iniciar os trabalhos. O papel continha até mesmo o carimbo da Censura Federal.

Entre as outras novas faixas, há também “Forró de Janeiro” (Luiz Melodia), “Farrapo Humano” (Luiz Melodia) e “Maura”, composta pelo pai do cantor, Oswaldo Melodia. Completando a lista, “O Caderninho” (Olmir Stocker) e “Negro Gato” (Getulio Cortes), que não foram compostas por Melodia mas foram eternizadas por suas marcantes voz e performance.

 

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