A Palavra Z Produções Culturais disponibilizou no último final de semana seis espetáculos, entre infantis e adultos gratuitamente on-line. O objetivo é  garantir a diversão, o entretenimento e o bem-estar das famílias, nesse período tão delicado em que precisarão ficar mais tempo em suas casas. Segue abaixo a programação da segunda semana. O acesso é feito através do link disponibilizado no site da Palavra Z: www.palavraz.com.br

Programação de 25 a 29 de março

QUARTA – MÚSICA – *Gomalina Clube Canta Noel Rosa* de Cadu Pacheco, Renato Badeco e Rafael Tereso. Disponibilizado de 10h às 17h

O show homenageia a música popular brasileira, com o grande compositor da Música Popular Brasileira Noel Rosa que apesar de ter vivido apenas 26 anos, sendo sete deles dedicados a composição de mais de 250 canções, se figura como um dos mais importantes compositores de nosso país. Noel era diferenciado, um cronista do cotidiano, que contava em suas canções um Brasil menino, recém republicano. De vida boêmia e desregrada, compôs com tanta veemência que ainda hoje há canções que são praticamente inéditas. Fundamentado nisso, o projeto busca, através de uma pesquisa minuciosa em sua obra, levar ao público essas relíquias desconhecidas, além dos eternos sambas já consagrados.

O cantor do grupo, Renato Badeco, resume: “Noel foi um carioca de classe média que transitou por todo o Rio de Janeiro nas décadas de 20 e 30. Cantou as esquinas, os bares, os becos, as mulheres, a urbes, a política, o amor, o machismo, o carnaval, o morro, os cabarés e a morte… Noel suscitou um modo novo de compor, aliando melodias geniais à poemas muito bem elaborados”.

ÓPERA PERFORMÁTICA – “Na Boca do Cão”, de Gabriela Geluda. Disponibilizado de 18h às 00h

É uma ópera solo contemporânea, que une música, dança e teatro. Fala do potencial da arte para transformar traumas profundos do ser humano a partir de uma história real, vivida na infância da soprano Gabriela Geluda, protagonista do espetáculo.

A música é a última obra composta por Sergio Roberto de Oliveira, o libreto é de Geraldo Carneiro, tem direção do Bruce Gomlevsky. Em cena a soprano/atriz Gabriela Geluda e os músicos solistas Ricardo Santoro (Violoncelo), Rodrigo Foti (Percussão) e Cristiano Alves/ Cesar Bonan (clarineta/clarone).

QUINTA – MÚSICA “Mona canta Dalva”,  de Mona Vilardo e Filomancuzo. Disponibilizado de 10h às 17h.

Mona canta Dalva estreou em 2017, no Teatro Maison de France, em comemoração ao centenário de Dalva de Oliveira. Depois seguiu pra o Teatro Dulcina, Teatro da UFF e Teatro Municipal de Niterói. Dentro do projeto tenho ainda o livro infanto juvenil “Dalva, minha vó e eu” e o espetáculo Mona canta Linda, pelo centenário de Linda Batista em 2019. Esse ano, fizemos o show Pré Carnaval das Rainhas do Rádio no Teatro Claro Net e Sala Nelson Pereira dos Santos.

ÓPERA PERFORMÁTICA – “Migrações”, de Gabriela Geluda. Disponibilizado de 18h às 00h

Uma ópera performática que trata dos fluxos migratórios de milhões de pessoas de uma maneira poético-alegórica. Esses movimentos são motivo de fascínio e terror desde a mítica Tróia aos refugiados da Síria hoje e o desejo é de que se possa dar atenção permanente a essa questão.

Tem libreto de Geraldo Carneiro, direção de Duda Maia, música de Beto Villares e Armando Lôbo. No elenco estão a soprano e atriz Gabriela Geluda, a bailarina e atriz Gabriela Luiz e o trio instrumental formado pelos solistas Cristiano Alves ( clarinete /clarone) Rodrigo Foti ( Percussão) e Daniel da Silva ( violoncelo) além de meios eletroacústicos.

PEÇA MUSICAL INFANTO-JUVENIL “A MENINA EDITH E A VELHA SENTADA” – A montagem faz uma viagem pelos 05 sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato), propondo um equilíbrio na vida moderna das crianças e adolescentes, ao resgatar brincadeiras do passado e no uso da tecnologia com bom senso. São os nossos sentidos que nos alertam para uma melhor compreensão das coisas que acontecem ao nosso redor e com nosso corpo.

A peça conta a história de Edith, uma criança que passa o dia todo no computador e se aventura em uma viagem repleta de aprendizados e de autoconhecimento, dentro da própria cabeça. Uma viagem pelos cinco sentidos. No palco, os atores Rose Lima, isabel Fillardis George Sauma, Orlando Caldeira e Suzana Nascimento.

O ator e diretor Lázaro Ramos adaptou junto com Elísio Lopes Jr para o teatro o seu primeiro livro A velha sentada, que faz muito sucesso no universo infantil. O livro está cheio de personagens inspirados em parentes e amigos. A menina foi batizada com o nome da avó paterna de Lázaro, D. Edith.

*SEXTA*
Infantil – “Patrícia Piolho”, de Luiza Yabrudi e Karina Ramil
Disponibilizado de 10h às 17h

Após 5 anos, a peça infantil “Patrícia Piolho”, vencedora na categoria de Melhor Atriz do 9º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil (Karina Ramil), retorna nas mídias digitais, na próxima sexta feira, dia 27 de março, disponibilizado de 10h as 17h. A peça narra o drama de uma menina do interior que chega à cidade grande e busca aceitação na turma do novo colégio. Logo no primeiro dia de aula, em meio a esse desafio, ela conhece o inseto mais temido na infância, o piolho, motivo de bullyng, mas que, para sua surpresa, acaba sendo seu melhor amigo.

Adulto – “Carta de um Pirata”, de Vinícius Piedade
Disponibilizado de 18h às 00h
Um pirata escreveu uma carta pra mãe há muito tempo, e o ator traz essa carta para o palco utilizando pra isso o essencial (corpo, voz, sensibilidade), de maneira a explorar todas as suas nuances, que vão do humor genuíno ao inconformismo radical, fazendo da peça uma Comédia Inconformada.

*SÁBADO*
Infantil – “A Pequena Vendedora de Fósforos” , de Dayse Pozzato. Disponibilizado de 10h às 17h.

A Pequena Vendedora de Fósforos é um dos textos mais populares de Andersen e pouco montado no Brasil. No exterior já recebeu diversas montagens tanto para crianças quanto para adultos. Estimulados por esse ineditismo e pelos temas abordados resolvemos trazer este texto para o publico infantil, que conta com a adaptação de Denise Crispun e direção de Lúcia Coelho, ambas com vasta experiência com o teatro infantil.

Esta é a história de uma menina que, para sobreviver, ajuda sua família, vendendo fósforos. Num dia frio, de uma noite de Natal, ela acende um dos palitos para aquecer seu corpo e quem sabe,também sua alma. Cada fósforo que acende faz com que ela se depare com a vida que nunca teve: brinquedos, uma bela refeição, a presença de uma família, até o último fósforo, que traz de volta o desejo de rever a sua querida avó, já falecida.

Adulto Musical – “A Lenda do Sabiá”,  de André Arteche
Disponibilizado de 18h às 00h.
A montagem musical,  que contou com a benção de Ariano Suassuna, apresenta a Cia Os Aborígenes de Teatro e seus dez atores músicos que, em rima, contam a lenda de Sabiá – sanfoneiro que é acusado injustamente por um crime e, em um vivaz realismo fantástico, volta à vida transfigurado em um homem pássaro.

O espetáculo, que tem suas raízes na literatura de Cordel, é uma comédia que fala sobre o Brasil e faz um tributo a romancistas que são referência ao retratarem o folclore e o regionalismo do país – Mário de Andrade e Ariano Suassuna, e seus personagens, como Macunaíma e João Grilo. Bem como o compositor Luiz Gonzaga, dentre muitos outros autores brasileiros.

*DOMINGO*
Infantil – “Marrom nem preto nem branco?” , idealizada por Vilma Melo e Pieterson Duderstadt e com texto Renata Mizrahi. Disponibilizado de 10h às 17h.
Com 55 minutos de duração, a peça inspirada na menina Lorena de Melo Schaefer, conta a história de Linda, uma menina que não entende o conceito de raça, só de cor. Filha de pai alemão e mãe negra, ela se acha marrom. Após inúmeras situações que apontam as desigualdades, ela decide fugir em busca de sua identidade a procura de um lugar onde todos são iguais.

“Um Ensaio Sobre Amaro”, de Eduardo Rios
Disponibilizado de 18h às 00h
Um ensaio sobre Amaro é um ensaio sobre a tristeza, que se desenvolve no exato instante em que um ator que nega os seus próprios sentimentos se vê obrigado a reensaiar o seu personagem mais triste: Amaro. O ator e o personagem entram juntos em cena para travar um embate entre a melancolia e a euforia, a lealdade e o desapego, a aceitação e a necessidade de mudar. O ator, Eduardo Rios, usa como recursos principais um forte trabalho físico e um dinâmico tempo cômico para, sozinho, dar vida a um inquieto e filosófico dilema entre as facetas que habitam um mesmo ser. Brincando entre linguagens teatrais extremas, o espetáculo aposta na mescla entre dança, teatro de máscaras, manipulação de objetos, música e ilusionismo para convidar o público a uma conversa com a tristeza em tempos em que ela não é mais ouvida.

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