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Um encontro de vozes e violões no Festival Joia Rara

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 O Festival Joia Rara traz um encontro de vozes e violões a ser realizado no Domingo de Páscoa, dia 12 de abril, no Instagram. Ao todo, serão 12 shows de artistas e seus pinhos, ao longo de 12 horas – das 10h às 22h. Lives gratuitas, aceitando a colaboração voluntária de quem ficar encantado pelas apresentações digitais.

 A boa, sugere Moyseis, “é se inspirar em João Gilberto, mestre soberano do formato voz e violão e, não por acaso, um caso de quarentena voluntária seguida à risca na maior parte da vida”.

Ao pensar em quem gostaria de ter na primeira edição do festival online, Moyseis Marques, idealizador e curador do festival, visualizou logo a Joyce Moreno, mestra continuadora dessa tradição gilbertiana, para quem “voz e violão é um só instrumento” e também em Moacyr Luz, Pedro Luís e Zé Renato. Todos dentro! E apostando que voz e violão podem preencher os espaços da canção – e, sobretudo, dos corações aflitos, ansiosos e cheios de incertezas sobre o amanhã. Cada live terá 60 minutos de duração, somando doze horas ininterruptas de música, feita ao vivo por gente mais do que gabaritada para o serviço.

“Outras edições estão previstas”, avisa Moyseis, já com uma lista de nomes que ele quer convidar para o Joia Rara.

A prodígio Luísa Lacerda e os multiinstrumentistas Alfredo del Penho, Nilze Carvalho e André Aragão completam o time de artistas que se revezam de hora em hora. O curador Moyseis Marques dá o grito de guerra às 10h e o festival se estende até às 22h, com um artista passando o bastão para o outro enquanto a plateia segue escutando diferentes estilos e timbres para garantir um colorido neste Domingo de Páscoa diferentão.

O FESTIVAL JOIA RARA “é o dia da ressurreição da escola ancestral de voz e violão que foi abafada pelas pop batucadas eufóricas do mundo moderno”, nas palavras bem humoradas de Moyseis, bamba de Vila da Penha, apadrinhado pelo mestre Luís Carlos da Vila e um dos melhores representantes do samba carioca. Para ele, o ofício de fazer música está sendo transformado pelo atual momento.

“Para além da capacidade técnica como cantor e instrumentista, há a necessidade de ser arranjador de si, de bolar começos e finais interessantes, de explorar dinâmicas, levadas, experimentar texturas e manipular emoções, no melhor sentido da palavra. Esse encontro consigo mesmo acaba sendo a melhor tradução musical do espírito da quarentena, tirando um bom proveito da solidão e da paciência exigida, enquanto a ciência médica busca uma solução”, acredita.

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