O Instituto Bardi/ Casa de Vidro promove  estudo e a pesquisa nas áreas de arquitetura, design, arte e urbanismo no Brasil.

No próximo dia 15 de maio, data oficial do registro da instituição, tem início um programa de conversas on-line com profissionais que fazem parte da história do Instituto nestes 30 anos. Ainda como parte das comemorações da data, um novo website, a ser lançado em breve, deve ampliar os conteúdos e interfaces do atual, de modo intuitivo e rápido.

Com foco em exposições, publicações, workshops e conferências, o Instituto possibilita o acesso a diferentes aspectos do pensamento e da produção artística e cultural do país a partir do legado de Lina Bo e P. M. Bardi, preservado no acervo existente na Casa de Vidro.

Residência dos Bardi desde 1951, a Casa de Vidro, como ficou conhecida a primeira obra construída de Lina Bo Bardi, tornou-se um ícone da arquitetura moderna e representa de forma atemporal o pensamento e o modo de vida simples e engajado do casal.

Para enfrentar o desafio imposto pelo isolamento social, desde abril, o Instituto marca presença nas redes sociais com novo formato e conteúdos mais abrangentes e abordagens inéditas, apresentando aspectos da trajetória do casal Bardi pouco conhecidos do público.

Fundado pelo casal Bardi como Instituto Quadrante em maio de 1990, a instituição tem como objetivos primordiais o incentivo da cultura e das artes, sendo abrigada na antiga residência do casal, a Casa de Vidro.

Diretor do Museu de Arte de São Paulo desde sua criação, Pietro Bardi já manifesta essa intenção em 1986, quando solicita o tombamento da Casa de Vidro ao Condephaat. Na ocasião, pensava em uma fundação que custodiasse a coleção de obras de arte, algumas delas ambientadas no seu “jardim-florestal”, registrando “um trecho da história da renovação da museografia nacional”.

Em 1992, Lina vem a falecer e no ano seguinte, a instituição passa a se chamar Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Tem início a primeira sistematização do acervo da arquiteta e sua apresentação ao público com livro, exposição e vídeo apresentados no Brasil e no exterior, atingindo mais de vinte 20 países.

 As dificuldades de manutenção da Casa de Vidro levam à suspensão de visitas em 2007. Além disso, a redução de recursos do endowment, viabilizado por Bardi quando da fundação para assegurar a missão do Instituto, tem impacto direto nas ações e projetos da instituição.

Após o falecimento da irmã de Lina, Graziella Bo Valentinetti, vice-presidente (1993 a 1999) e presidente (1999 a 2008) do Instituto, Giuseppe D’Anna assume a presidência. A casa recebe manutenção adequada, projetos de apoio à cultura (Petrobras e CEF) são bem sucedidos e o acervo tem sua importância para a pesquisa reconhecida por apoio também da Fapesp.

O reconhecimento internacional de Lina cresce e em 2010 ela recebe uma homenagem especial na Bienal de Arquitetura de Veneza. Pouco depois, a Casa de Vidro apresenta a primeira exposição em seu espaço, curada por Hans Ulrich Obrist em 2013, com dez mil visitantes. Nesse mesmo ano, o Instituto comercializa o copyright de uma edição limitada da cadeira Bardi’s Bowl para a empresa italiana Arper. Assim inicia uma série de reedições de mobiliário da arquiteta.

As comemorações do centenário de Lina ampliam seu reconhecimento, se estendendo por 12 meses, de julho de 2014 a junho de 2015, para permitir exposições, publicações e eventos em museus de prestígio no Brasil e no exterior.

 Visitas acompanhadas por serviço educativo tornam a Casa de Vidro parte do circuito cultural paulistano. O Instituto retoma sua vocação editorial e, em parceria com a Editora Romano Guerra, publica, em 2016 e 2017, as obras dos arquitetos Pedro Paulo de Melo Saraiva e Abraão Sanovicz (apoio CAU SP), o catálogo da exposição Casas de Vidro (Proac SP/ AGC) e a reedição do livro Lina Bo Bardi (MinC/Imprensa Oficial do Estado) em 2018, marcando os 25 anos da primeira edição em 1993.

Nos últimos três anos, o Instituto implementa um modo de levantamento de recursos similar. Exposições em parcerias com o Masp e outras instituições ocupam periodicamente a casa, assim como shows e eventos anuais são promovidos em um pavilhão temporário, instalado, entre dezembro e março, na área de acesso à residência dos Bardi.

Criado em 1990 como Instituto Quadrante pelo casal Bardi, passou a chamar-se Instituto Lina Bo e P. M. Bardi partir de 1993. Hoje, como Instituto Bardi/ Casa de Vidro mantém o objetivo inicial de promover e estimular o estudo e a pesquisa nas áreas de arquitetura, design, arte e urbanismo no Brasil.

Os Bardi atuaram de forma relevante e incansável para a consolidação da área cultural no país. Historiador, crítico de arte e de arquitetura, Pietro Maria Bardi foi cofundador do MASP, dirigindo o Museu de 1947 a 1996. Lina Bo Bardi assinou o projeto arquitetônico, museográfico e educativo do MASP, atuando de forma arrojada também em design, educação, cinema, teatro e moda.

Tombada pelo CONDEPHAAT, como patrimônio histórico em 1987, a Casa de Vidro abriga, hoje, a sede do Instituto e o acervo de Lina e Pietro, composto por mais de 40 mil itens.

Foto: divulgação – acervo Instituto Bardi/ Casa de Vidro

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