Drama independente de baixo orçamento apresenta história de amadurecimento.

O amadurecimento é uma consequência da vida que sempre irá nos acompanhar. Em Mulheres do século XX observamos a adolescência de Jamie (Lucas Jade) e sua mãe Dorothea (Annette Bening), que tenta entender o que se passa com seu filho nesse período.

Jamie  é um garoto que cresce sem uma figura masculina como representação, é um algo que de certa forma é ainda debatido nos dias atuais, imagine, ao final da década de 70, literalmente, uma situação problematizada. Dorothea se separou quando seu filho era pequeno e o filme deixa claro as oscilações de sentimentos entre se sentir uma mulher independente e ao mesmo tempo triste por não ter um marido.

Elle Fanning faz jus ao seu sobrenome e assim como sua irmã Dakota, com uma atuação sensacional. Ao interpretar Julie, a melhor amiga de Jamie, mantém um laço de amizade desde que os dois eram pequenos, a intimidade é tamanha ao ponto de diversas noites dormirem juntos, o que seria uma coisa boa, caso Jamie não fosse completamente apaixonado por ela.

No meio disso, ainda tem Abbie (Greta Gerwig), que tem uma enorme participação na vida de Jamie, o proporcionando diversas experiencias novas como saídas a clubes punk e estudos aprofundados sobre o Feminismo, assim o incluindo dentro de uma esfera politico- social, importante na sua vida.

O roteiro do filme é inteligente e sagaz, onde as problemáticas se desenrolam de forma simples e objetiva com um toque de humor. Alguns detalhes como por exemplo, a roupa dos personagens quase sempre rasgadas são imprescindíveis para nos conectar com o enredo e lentamente, sem perceber, nos deixar fixados na tela e mergulhados na história.

 

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