Sandra de Sá e Elsa Soares se apresentam essa semana.

Relembrando as noites de Instrumental Sesc Brasil, na segunda-feira, dia 29, Arismar do Espírito Santo apresenta o show “A Beleza e a Paciência”. O multi-instrumentista consagrado no meio musical, referência da música instrumental no Brasil e no mundo, realiza uma viagem sonora por meio de composições que remetem a personagens e locais importantes para a música brasileira do último século. Tocando piano, violão de 7 cordas, guitarra, baixo acústico e baixo elétrico, ele revisita as rodas de choro e o jazz autoral que viveu em Santos na década de 1960, passando pela música paulistana dos anos 1970 e 1980, seguindo para o cenário musical carioca da década de 1980 até chegar no mundo pós 1990, incluindo suas experiências em oficinas de criação e turnês internacionais.

Foto: Raíssa Fortes

Na terça-feira, 30, a cantora carioca Sandra de Sá traz todo o seu gingado com uma apresentação inédita, selecionando seus maiores sucessos para o público de casa. Direto do Rio de Janeiro, a musicista que acumula 19 discos e comemora 40 anos de carreira apresenta canções que são clássicas em sua voz, como “Olhos Coloridos” (Osvaldo Costa), “Eu quero é botar meu bloco na rua” (Sérgio Sampaio), “Flor de Lis” (Djavan) e “Madalena” (Ivan Lins / Ronaldo Souza).

No dia 1º de julho, quarta-feira, o músico, cantor e compositor Lô Borges percorre os sucessos de sua longa estrada musical no show “Paisagem da Janela”. Com seus característicos voz e violão, ele relembra músicas como “Clube da Esquina n. 2”, “Paisagem da Janela”, “O trem azul”, “Tudo que você podia ser”, “Para Lennon e McCartney” e “Um girassol da cor dos seus cabelos”, além de canções mais recentes, como “Dois rios” e “Quem sabe isso quer dizer amor”, acompanhados de surpresas trazidas da imersão criativa do artista nos últimos anos. Membro do importante movimento artístico Clube da Esquina e parceiro de grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Beto Guedes, Nando Reis e Fernando Brandt, Lô atravessou gerações como uma grande referência do cancioneiro nacional.

Dia 2, quinta-feira, o cantor e compositor sergipano Lula Ribeiro apresenta seu repertório autoral com foco em seu último disco, O Amor É Sempre Assim. Parcerias com grandes músicos, como Zeca Baleiro, Vander Lee e Alexandre Nero estarão no repertório, além de homenagens a compositores já gravados pelo cantor, como Luiz Melodia, Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Paulinho Moska. Pensado para ser uma celebração musical junto ao público em casa, o show de Lula Ribeiro traz ainda músicas de discos anteriores, como “Mercê de você”, “Te amo Aracaju”, “Congênito”, “Você não tava lá” e “Muito prazer”.

Abrindo o fim de semana, na sexta-feira, 3, tem o cantor, compositor e pianista Breno Ruiz em show com canções inéditas de seu novo projeto, Dentro de Casa, e de seu primeiro álbum, Cantilenas Brasileiras. Em repertório ao piano, Breno fará um passeio pelas parcerias com Paulo César Pinheiro, Cristina Saraiva, Socorro Lira, Roberto Didio e Celso Viáfora, com muito choro, modinha e lundu – dança e canto de origem africana presente no Brasil. O jovem músico do interior paulista também traz canções gravadas por grandes nomes da música popular brasileira como “Caipira”, que dá nome ao último disco de Mônica Salmaso, “Milagres”, presente no disco de cinquenta anos do grupo MPB4 e “Viola de Bem Querer”, do especial 40 anos do grupo Boca Livre.

Foto: Pedro Loureiro

Por fim, na noite de sábado, 4 de julho, é a vez da irreverência da cantora Elza Soares em sarau intimista com participação do rapper Flávio Renegado. Muita música e bate-papo com a artista que se reinventou aos 90 anos de idade com novos trabalhos e o cantor mineiro que despontou em 2008 com o disco de estreia, Do Oiapoque a Nova York, e agora apadrinhado por uma das grandes personalidades da história da música popular brasileira. No show vanguardista #OndaNegra, Elza (voz) e Renegado (voz, violão, guitarras, synths e programações eletrônicas), acompanhados por JP. Silva (voz de apoio, violão e bandolim), revisitam clássicos como, “Malandro”, “Meu Guri”, “Mulher do Fim do Mundo”, “Espumas ao Vento”, entre outros sucessos, além de músicas recém lançadas, como “Carinhoso” e seu último single, “Juízo Final”, divulgado na semana passada e disponível nas plataformas de streaming. Completam o repertório versões clássicas como “A Carne”, com intervenção de rap em eletroacústico que mistura samba ao rock, e sucessos da discografia de Flávio Renegado, como “Minha Tribo é o Mundo” e “Rotina”. Bases, synths, violão acústico, pandeiro e guitarra embalam esse encontro inédito da música brasileira, que terá desdobramentos ainda neste mês de julho, quando lançam um hino samba-trap que traz na letra o orgulho das origens negras e interpretado por Elza Soares.

E no domingo, 5, o mestre alagoano Sapopemba apresenta as tradições afro-brasileiras com os orixás e as entidades sagradas do álbum Gbó, que na língua iorubá significa ouça. O repertório mescla composições autorais de Sapopemba e cantigas de candomblé, mais especificamente das nações Ketu, Ijexá, Angola e Jêje, que carregam a diversidade musical das muitas Áfricas que aportaram no Brasil. Um convite ao público para se deixar levar pela riqueza sonora do candomblé, somada à inventividade harmônica da canção popular. Em Gbó, Sapopemba celebra 30 anos de carreira musical e os mais de 50 como ogã.

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