Especial Orgulho LGBTQI+.

Orgulho LGBTQI+: 10 filmes para ver e se emocionar! No mês do Orgulho LGBTQI+ ,  fizemos uma lista “MARA” de filmes com a temática pra você que já ama, e pra você que ainda não conhece, mas que respeita o amor de outras pessoas.

Alguns filmes são romances fofos, temos filmes políticos, engraçados, e tristes. O mundo LGBTQI+ está repleto de possibilidades e por isso temos sempre que lutar contra o preconceito monstruoso que ainda sofremos. Então, está esperando o que para se jogar nessa maratona!

Me Chame Pelo Seu Nome – Baseado no livro de André Aciman, Me Chame Pelo Seu Nome fala da história de Elio (Timothée Chalamet) e de Oliver (Armie Hammer). Quando Oliver chega a casa dos Perlman para ajudar o pai de Elio, os dois jovens começam a desenvolver uma amiga que acabar aflorando em outra coisa. O ponto forte deste filme é que ele é a história do primeiro amor, no caso o de Elio, que tem 17 anos no filme. Sim, ele tem um final mais amargo, ainda que muito verdadeiro, porém o espírito geral do filme é muito bonito de se ver.

Milk: A Voz da Igualdade – Harvey Milk foi um grande ativista político pelos direitos dos gays na década de 1970. O filme Milk: A Voz da Igualdade, conta a história desde sua chegada em São Francisco, passando por ser tornar o primeiro gay assumido num cargo público, e culminando em seu assassinato por Dan White. Harvey tornou-se o símbolo mais forte pela luta dos direitos LGBT+ nos EUA, e também um mártir. Já White conseguiu ser, de acordo com o San Francisco Weekly, “talvez o homem mais odiado na história de São Francisco“.

Priscila, A Rainha do Deserto.Priscila é um filme australiano que mistura comédia e drama, dentro de um musical. Nele duas Drags Queens, Mitzi (Hugo Weaving) e Felicia (Guy Pierce), junto da mulher trans Bernadette (Terence Stamp), vão fazer um show numa cidade turística no meio do deserto. O roteiro conta a maravilhosa aventura das meninas, dentro do ônibus Priscila, pelo deserto australiano. Este filme é fantástico por vários motivos, entre eles está a família linda que se forma no filme, porque a medida que o filme avança vários personagens são englobados ao redor de Priscila. O que os une é o amor, seja fraternal ou romântico.

Com Amor, Simon – Esse é outro filme fofo, e que tem grande importância. Com Amor, Simon é baseado no livro de Becky Albertall, e fala da jornada de Simon Spier (Nick Robinson) de sair do armário, ou seja, se assumir como gay. Sendo um filme teenager, o tom dele é muito mais leve do que outros filmes nessa lista, mas o elemento mais importante desde filme é: O fato de Simon ser gay não é um problema. Ele tem um família fantástica e compreensiva, uma estrutura escolar boa e amigos que são ainda melhores. Toda trama do filme abordada o relacionamento de Simon com ele mesmo.

O Mau Exemplo de Cameron Post. – Esse aqui é um filme leve, porém com um assunto muito sério. O Mau Exemplo de Cameron Post fala da falácia, e imbecilidade, da Cura Gay. Cameron (Chloë Moretz) é uma adolescente que foi pega tendo uma relação lésbica com uma colega de escola. Portanto, sua tia decide manda-la para um acampamento cristã de reeducação sexual, onde ela vai ser doutrinada a achar que ser homossexual é errado. Existem vários lugares no mundo ainda hoje que impõe a “Cura” Gay, de inúmeras nacionalidades e religiões, e como mostra o filme, muitos casos dessa doutrinação absurda acaba em mortes. Quando você escuta várias e várias vezes que você é errado, quando você não consegue mudar, você se mata. Cameron só sobrevive e foge desse covil com ajuda dos amigos.

Boy Erased: Uma Verdade Anulada. Outro filme sobre “Cura” Gay, que conta a história pessoal de Garrard Conley no programa de reorientação sexual. Este filme parece muito com o caso de Cameron, entretanto, ele é um pouco mais feliz. O protagonista, Jared (Lucas Hedges), tem de certa forma apoio de sua família, principalmente da mãe, já Cameron está sozinha o tempo todo. Boy Erased também mostra a relação da cristandade com a comunidade LGBTQI+, para o mal e para o bem. O ponto mais interessante a se observar no programa de Jared, é que o tempo todo eles tentam dizer que o rapaz é gay por estar frustrado, sempre é a culpa de alguém. Ser gay, ou lésbica, ou trans não é culpa de ninguém, é apenas ser quem realmente é.

Flores Raras – O filme brasileiro  baseado em fatos narra a relação amorosa entre a poetisa americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto),  e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires). O filme teve um excelente repercussão mundial, e também uma boa recepção da crítica. Entre vários comentários da crítica brasileira, o consenso é que a orientação sexual e os limites geograficos são apenas detalhes na relação dessa duas mulheres incríveis. Bishop é uma das poetisas mais aclamadas na literatura norte-americana, e Lota de Macedo é uma arquiteta e urbanista importantíssima para a história do Rio de Janeiro, tendo uma das responsáveis pela construção do Parque do Flamengo.

Moonlight: Sob a Luz do Luar – O ganhador do Oscar de Melhor Filme, Moonlight: Sob a Luz do Luar, aborda a jornada de descobrimento de Chiron. Muitas vezes a gente tem uma noção glamourosa do mundo LGBT+, mas existe um número imenso de pessoas esquecidas em comunidade carentes. Ser gay é difícil, mas ser gay, preto e pobre, é infinitamente mais difícil. O filme junta vários elementos da vida de um jovem negro de Miami em constante fuga do mundo das drogas, e que também está em descobrimento. Além do prêmio de Melhor Filme, Moonlight ganhou Melhor Roteiro Adaptado, e rendeu a Mahershala Ali o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho – Originalmente, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho era só um curta-metragem chamado Eu Não Quero Voltar Sozinho, porém o sucesso do curta foi tão grande que ele virou um filme. A história gira em torno de Leonardo (Ghilherme Lobo), um estudante cego do ensino médio lutando pela sua independência, em determinado momento chega o aluno novo, Gabriel (Fábio Audi), que vai abalar as estruturas de Leonardo. O longa é bem ao estilo teenager, porém com um tom mais maduro, ainda que conte com amor platônico e triângulos amorosas no roteiro.  Hoje Eu Quero Voltar Sozinho teve sua primeira exibição pública na mais importante mostra paralela do Festival de Berlim, Foi escolhido o melhor filme da mostra, recebendo o prêmio da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema) por tal. Dentro do mesmo festival, ganhou o prêmio Teddy, direcionado a obras LGBT que promovam igualdade e tolerância na sociedade.

A Garota Dinamarquesa – O longa-metragem de Tom Hooper fala de uma das primeiras pessoas transgênero a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual, Lili Robe (Eddie Redmayne). O assunto sobre transgêneros tem sido o novo campo de batalha da comunidade LGBT, e o que tem gerado mais polêmica. O filme  não é perfeito nessa questão, ele falha em muitos sentidos, principalmente em questões históricas para comover o público. Mas ele serve para revelar que muitos preconceitos da década de 1920 ainda existem aqui. Ele tem bons diálogos importantes para a questão transgênero também. Ele está em último lugar na lista por conta dos erros, mas ainda tem uma importância por levantar uma discussão importante.

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