Sony Music celebra 80 anos de Sérgio Reis.

Foto: Eduardo Galeno_ Agência Produtora

O paulistano Sérgio Basini conhecido por todos como Sérgio Reis estreou em 1958, aos 18 anos, cantando na Rádio Bandeirantes no Programa Enzo de Almeida Passos. Era roqueiro e adotava o pseudônimo de Johnny Johnson até que já com o nome artístico que o consagrou começou a gravar seu primeiro disco de 78 rotações em 1961, com “Lana”, uma versão de Roy Orbison. O sucesso viria somente em 1966 com “Coração de papel”, que se tornou um clássico instantâneo do movimento roqueiro que ficou conhecido pelo nome do programa que Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa tinham na TV Record, Jovem Guarda.

Entre 1967 e 1969, Sérgio Reis gravou então seus dois primeiros LPs e em seguida, com o declínio da moda do rock, passou um tempo registrando apenas compactos. Dois anos depois, com a gravação de uma versão dele próprio para “O menino da gaita (El Chico de la armonica)”, de Fernando Arbex, na qual foi uma balada algo country, e foi a senha para que gravasse seu primeiro LP, o álbum que trazia seu nome na capa, em 1973.

 Celebrando seus 80 anos completos no próximo dia 23 de junho, a Sony Music Brasil  restaura tapes analógicos e projetos gráficos originais de 21 álbuns do cantor, disponibilizados nas plataformas de streaming. Além disso, haverá ainda três playlists temáticas preparadas sob medida para os fãs.

 Sérgio Reis passou a se especializar em regravar clássicos da música interiorana brasileira, redobrando o êxito das canções, apropriando-se delas, como “João de Barro”, “Saudade da minha terra”, “Chalana”, “Pé de cedro”, “De papo pro ar”, “Boiadeiro errante”, “Lembrança”, “Rio de lágrimas”, “Chico mineiro”, “Sina de violeiro”, “Pingo d’água”, “Chico mulato” (esta em duo com seu coautor e mito da música caipira, João Pacífico), “Tchau amor”, “Tardes morenas de Mato Grosso”. Isto também ocorreu com as nordestinas “A volta da Asa Branca”, “Súplica cearense”, “Último pau de arara” e “Baião da garoa” (esta, gravada em dueto com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga), e com as sulistas “Gaúcho de Passo Fundo”, “Adeus Mariana”, “É disto que o velho gosta”, “Baita macho” e, sobretudo, “Panela velha” (Moraezinho/ Ari Silvestre) (“Não importa se ela é coroa/ Panela velha é que faz comida boa”), em 82, e o vaneirão “Pinga ne mim” (Elias Filho) (“A minha casa tem goteira/ Pinga ne mim…”), em 87, ambos, sucessos regionais, que viraram nacionais em sua voz.

Aliás, alguns de seus hits viraram filmes bons de bilheteria. O próprio “O menino da porteira” virou filme dirigido por Jeremias Moreira Filho, em 1976. Dois anos depois, outra canção lançada por uma dupla, Pedro Bento e Zé da Estrada, nos idos de 67, ganhou projeção bem maior com Sérgio Reis, “Mágoa de boiadeiro” (Nonô Basílio/ Índio Vago), tornando-se também novo filme de sucesso, do mesmo diretor, cuja canção tema batizou seu álbum daquele ano de 78. Finalmente, em 1981, “Filho adotivo” (Arthur Moreira/ Sebastião Ferreira da Silva), canção lançada por ele no LP “Boiadeiro errante”, foi outro sucesso estrondoso, inspirando mais um filme homônimo tendo o cantor como protagonista.

Suas toadas, modas de viola, guarânias e vaneirões ganharam luxuosos arranjos na fase RCA Victor (atual Sony Music) dos maestros Élcio Alvarez, Daniel Salinas, Pepe Ávila, Zé Paulo Soares e Peruzzi. Segue a relação dos álbuns que chegam agora às plataformas de streaming.

Por fim, fechando as comemorações pelas oito décadas de vida do cantor, já estão disponíveis nas plataformas de músicas as playlists: “Sérgio Reis – As Melhores”; “Sérgio Reis nos Pampas, tchê!”, “Sérgio Reis do Norte e Nordeste” e “Sérgio Reis interpreta clássicos sertanejos”.

 

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