Foto: Sander Ferrera/Fiesp

Um espetáculo variado, de música e dança, com um pianista e dois bailarinos convidados. É o que o maestro João Carlos Martins, à frente da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, promete em A Magia da Dança, na próxima sexta-feira, 7 de agosto, às 19h30. O concerto será realizado, sem público, no Centro Cultural Fiesp (CCF). A apresentação será transmitida pelos canais do Sesi São Paulo no YouTube e Facebook. Todos os artistas manterão as regras de distanciamento recomendadas e as necessárias medidas preventivas serão adotadas no palco.

Participam do concerto, o fenômeno do piano Davi Campolongo, de apenas 14 anos, que vai solar dois minuetos e a rapsódia húngara de Liszt, e o casal de bailarinos Juliana Gomes e Leandro Neves, ex-integrantes da Companhia Cisne Negro.

Em “A Magia da Dança”, em pouco mais de uma hora, o maestro João Carlos Martins vai levar o público para uma viagem fascinante pelo mundo da música associada à dança desde o Renascimento até a atualidade. De Bach a Adoniran Barbosa e Astor Piazzolla. Além de Boccherini a Beethoven, das danças húngaras de Brahms à música de balé de Tchaikovsky.

Danças presentes em nosso dia-a-dia, como o samba, o tango e a valsa convivem no espetáculo com outras de vários séculos atrás, como o minueto, a badinerie e a bransle. Estas últimas, populares no século 18, eram a trilha sonora dos banquetes das cortes europeias. O baile inicia-se com uma “bransle”, dança renascentista do século 16 de Michael Praetorius em versão para oboé, cravo e violoncelo.

Davi Campolongo mostra ao piano por que o minueto foi a dança preferida da nobreza europeia no século 18. Ele tocará dois deles inicialmente atribuídos a Bach; o primeiro, no entanto, é de Christian Petzold e foi incluído no álbum que Bach fez para sua segunda mulher Anna Madalena.

A dança, com a bailarina Juliana Gomes, integra-se à Bachiana Filarmônica Sesi-SP na vertiginosa badinerie, ritmo popular no século 18 que Bach incluiu em sua Suíte Orquestral no. 2. Seus movimentos fundem-se aos arabescos vertiginosos da flauta de Danilo Crispim.

A orquestra entra no espírito do baile com dois dos mais conhecidos minuetos da história da música, de Beethoven e de Boccherini, concluindo com a primeira dança húngara de Brahms, dançada por Leandro Neves.

 No bloco final, a célebre “Valsa das Flores”, do balé “Quebra-Nozes”, de Tchaikovsky, é dançada pelo casal Juliana Gomes e Leandro Neves ao som da Bachiana Filarmônica Sesi-SP. Outro compositor russo, Dmitri Shostakovich, apaixonado pelo jazz norte-americano, transportou-o para a deliciosa valsa no. 2 “para orquestra de jazz”, segundo sua própria indicação.

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