“Uma cozinha de resistência e afeto” é assim que a chef Dandara Batista define o seu Afro Gourmet, que completa dois anos em Agosto. Para celebrar a data, ela criou novos pratos que resgatam a ancestralidade africana e baiana. Outro motivo para comemorar é a reabertura do restaurante no dia 07, após meses fechado só atendendo a pedidos de delivery.

A chef se inspirou na viagem feita ao continente africano no fim de 2019 para criar diversos receitas. Da paradisíaca Ilha do Sal, o Atum à moda de Cabo Verde (R$ 39) – lombo de atum assado,com molho de cebola roxa e tomate, acompanhado de Canjiquinha cremosa – vai encantar os paladares. Dandara conta que o peixe é muito consumido no local.

Da Nigéria, a chef apresenta o Assaro (R$ 25) – caldo à base de inhame, com pimenta, limão e gengibre. Um camarão VG adorna o prato e confere ainda mais sabor a esta receita única.

A chef também pesquisa a influência dos sabores africanos em outros países da América do Sul. Um de seus achados é o Arroz de Coco afro-colombiano (R$ 42) – arroz cozido em caramelo de açúcar mascavo escoltado por camarões VG e vinagrete de Banana da Terra. O grão processo de cozimento faz com que o arroz ganhe uma linda cor.

O Polvo Assado com Batata Baroa (R$ 45) é outro prato em que o fruto do mar é a estrela. Com sabores baianos arretados, o Vatapá de Moqueca de Camarão é servido com um fresquíssimo peixe do dia (R$ 40)

Foto: Fabiana Cavalcante

Na ala das carnes, o Arroz Vermelho de Rabada com Agrião (R$38) oferece uma mescla de sabores surpreendente. A Novidade para os vegetarianos é o Ragu de Cogumelos com levíssimo Purê de Batata Doce (R$ 35).

Aclamado pelos fieis frequentadores da casa no Grajaú, o Arroz de Hauçá (R$ 40) não pode faltar na festa. Esta saborosa receita nigerina tem como base o arroz de coco e leva carne seca refogada com molho de camarão feito com leite de coco e azeite de dendê. Esse último prato carrega a história da chegada do povo Hauçá ao Brasil. Eles vieram da Nigéria e aqui foram chamados de Malês, termo usado no século XIX para designar os negros muçulmanos que sabiam ler e escrever em árabe.

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