Série baseada no livro de Tom Wheeler e Frank Miller, conta com dez episódios.

A épica lenda do Rei Artur tem sofrido com adaptações para o cinema e televisão dolorosas, e até algumas que são regulares. Em “Cursed” temos o foco na personagem Nimue (Katherine Langford) que é parte do mágico povo feérico, e em sua jornada para ser a Dama do Lago, e portadora da lendária Excalibur. A jovem tem que enfrentar a Bretanha em seu momento mais conturbado, o avanço da fé cristã tem sido sangrenta graças ao Paladinos Vermelhos, e Nimue deve se unir a Merlin (Gustaf Skarsgard) para salvar a Bretanha desses fanáticos.

Como dito, a lenda de Artur tem tido adaptações de partir o coração, e “Cursed” parece entrar nessa lista. A série não é ruim, porém está longe de ser boa, pois é tanta informação jogada e tanta falta de foco que não gera interesse no público. A série tem vários apelos que chamam atenção, contudo, eles soam muito mais como jogo sujo do marketing, porque venderam a série de uma forma que ela não é. Para começar, ela não é inspirada em uma obra de Frank Miller, ela é adaptada de um livro que possui ilustrações de Miller. Também venderam a série como uma releitura da saga arturiana sob uma visão feminina, o que também não é total verdade, porque os eventos acontecem antes do nascimento de Arthur, sendo assim a série é muito mais uma pré-sequencia.

O roteiro é uma bagunça. A tentativa de resumir a trama sempre será uma mera tentativa porque a série joga tramas e caminhos diferentes ao público. Parece um ilusionista arremessando cartas na nossa cara nos pedindo para prestar atenção em todas elas, é um bombardeamento de informações que majoritariamente não servem para nada. Além disso, a direção não tem foco nenhum. Os personagens ficam indo de lá para cá e não resolvem nada. No primeiro episódio,  Nimue muda de local quatro vezes, e essas mudanças de local se repetem o tempo todo. Todo episódio alguém pega um cavalo para ir a outro lugar que não serve para nada e eles voltam ao local anterior.

Outro elemento que pode incomodar, mas esse cai muito na questão pessoal, é que a série é pura magia pirotécnica. Ou seja, tem magias chamativas como chuva de sangue, e espada com raios e fogo que tem vida própria, tipo de coisa que nunca esteve presente nas lendas. Em termos de atuação o elenco é razoável, mas o apelo se repete porque tanto Langford quanto Skarsgard fizerem personagens de seriados muito conhecidos.

O mais gritante na série é a impressão que a Netflix gastou todos os seus esforços no marketing e se esqueceu de criar uma história bem estruturada.

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