“Fronteiras Invisíveis em processo” é a primeira experiência on-line do grupo, que estreia no dia 20 de setembro com temporada de quatro domingos através da Sympla. Dirigido e produzido de maneira totalmente remota, a montagem procura trazer reflexões sobre o conceito de fronteiras. “Como fronteiras físicas e imaginadas são construídas e podem ser superadas? Até que ponto a relação entre identidade e diferença é capaz de estabelecer fronteiras tão vigorosas nos tempos atuais?” questiona Daniel Herz.

O elenco é composto por Charles Fricks, Leandro Castilho, Marcio Fonseca, Paulo Hamilton, Verônica Reis e as atrizes convidadas Carol Santaroni, Clarissa Pinheiro e Gloria Dinniz empresta o cenário de suas casas numa encenação em formato de performance.

Com uma temática reflexiva, atual, social e política, discutida através de fragmentos e esquetes, “Fronteiras Invisíveis em processo” pretende compreender o conceito de fronteiras a partir da ideia de demarcação de diferentes territórios utilizados como forma de exclusão daquilo ou de quem não é compreendido como pertencente.

“Estamos diante de várias camadas de fronteiras nesse universo on-line: primeiro a de cada ator na sua casa, depois o público assistindo através da tela e ainda uma fronteira entre o que é personagem e o que é ator; sem falar que o espetáculo pode ser, certamente, assistido de qualquer parte do mundo”, detalha Daniel Herz, que divide a direção com Luiz Felipe Sá, além de também assinar a dramaturgia, concebida através de um processo de criação coletiva.

“Esse trabalho é uma pesquisa para uma nova linguagem. É desafiador criar num regime misto de teatro e audiovisual”, afirma Luiz Felipe, com 25 anos de experiência no segmento audiovisual.

O espetáculo estava em fase de pré-produção antes da pandemia e teve todo o seu processo adaptado para a exibição on-line. “No momento delicado que estamos vivendo, produzir espetáculos no ambiente virtual é uma forma de manter o fazer teatral vivo e pulsante”, detalha Elaine Moreira, diretora de produção da Cia.

“Há uma necessidade de fazer desse isolamento uma experiência rica para todos nós”, comenta Daniel Herz, fundador da premiada Cia Atores de Laura e diretor geral de “Fronteiras Invisíveis em processo”, diz Hertz, que continua, “Queremos fazer uma provocação com o espetáculo sobre o que pensar das fronteiras estabelecidas simbolicamente pelos indivíduos e pela sociedade, quase nunca apreendidas a olho nu. Fronteiras invisíveis trazem consequências visíveis”, finaliza Herz.

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