A Biblioteca Azul lança edição de luxo do clássico da ficção científica e da literatura distópica “Fahrenheit 451”, em comemoração ao centenário do autor Ray Bradbury. A nova edição traz capa dura, novo projeto gráfico, além de um texto inédito do autor sobre a criação do livro, introdução de Neil Gaiman, do biógrafo de Bradbury, Jonathan R. Eller, texto de Margaret Atwood e também trechos do diário de François Truffaut, diretor que adaptou a obra para o cinema nos anos 60.

Originalmente escrito como um conto antes de se transformar em um romance, a obra foi criada durante a Era do macartismo, a sistemática censura à arte promovida pelo governo americano nos anos 1950. Além disso, Bradbury costumava dizer que a proibição a livros não foi o motivo central que o levou a compor a obra, e sim a percepção de que as pessoas passavam a se interessar cada vez menos pela literatura com o surgimento de novas mídias, como a televisão.

Adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos, “Fahrenheit 451” é uma grande crítica aos regimes autoritários de qualquer tempo.

Ray Bradbury completaria 100 anos em 2020 e a Globo Livros, aliás, através do selo Biblioteca Azul, lançou neste ano “Prazer em queimar” e “O homem ilustrado”, obras inéditas no Brasil, e nova edição de Zen na arte da escrita.

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