A programação de Teatro #EmCasaComSesc está em nova fase, desde a última semana, com os atores e as atrizes ocupando os palcos das unidades do Sesc na capital paulista, além das apresentações transmitidas das casas dos artistas, em novo horário, mais cedo, às 21h, a série terá apresentações aos domingos, quartas e sextas, sempre no Youtube e Instagram do Sesc.

Foto: Carlos Gueller

Na quarta-feira (14/10), “A Noite dos Palhaços Mudos”, com o La Mínima Circo e Teatro, será transmitida diretamente do Sesc Santana. O espetáculo é adaptação com base no argumento da HQ original da cartunista Laerte, publicada em 1987 na extinta Revista Circo, nº4.

A história trata do conflito entre a intolerância urbana e o universo irreverente da figura do palhaço, a partir da comicidade física, da lógica do absurdo e do humor sem palavras. Os Palhaços Mudos da HQ são seres que habitam a cidade e se dedicam a praticar comicidades. Mas uma seita local os considera uma ameaça, passando a persegui-los, na tentativa de extingui-los. Classificação indicativa: 10 anos.

Sexta-feira (16/10), ao vivo do Sesc Ipiranga, tem a montagem “Fim de Partida”, de Samuel Beckett (1906-89). Yoshi Oida, ator, diretor e autor japonês de 86 anos, radicado em Paris (França), assina a encenação e dirige o espetáculo ao lado de Matteo Bonfitto, que atua com Rodrigo Pocidônio, Milton de Andrade, Suia Legaspe e Ary França.

A peça mostra relações tóxicas no seio de uma família. Hamm, o patriarca cego que nada vê e tudo sente, Nagg e Nell, pais de Hamm com seu exibicionismo decrépito, e Clov, o filho adotivo-servo. A obra revela o mecanismo pelo qual a micropolítica da família se torna um espelho satírico em que reconhecemos a fanfarronice do poder. A encenação, criada por Oida durante o processo criativo ocorrido na França, é permeada por um olhar minimalista, em que prevalece a composição estruturada a partir de elementos cenográficos hiper-realistas. Classificação indicativa: 12 anos.

Por fim, no domingo (18/10), a atriz Iléa Ferraz apresenta diretamente de sua casa a peça “O Cheiro da Feijoada”, de Thomas Bakk. Permeada de canções interpretadas por Iléa, com trilha sonora executada por Pedro Lima e composta de sambas, xotes e funks, a montagem traz uma preta-velha lavadeira que, enquanto lava roupas, relembra uma feijoada que foi feita no tempo da escravidão, trazendo à tona fatos da história do Brasil e da formação do povo brasileiro. A atriz dirige e interpreta sete personagens neste monólogo. Classificação: livre para todos os públicos.

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