O projeto “Afeto e Luta: Bruna Caram canta Gonzaguinha” é o novo lançamento da cantora e multiartista Bruna Caram.  Aliás, o show, live e futuramente novo disco, resgata o repertório de Luiz Gonzaga Jr com foco nas canções passionais e de luta por justiça social. Daí vem o título: “Afeto e Luta”. Além disso, o show conta com roteiro de Jean Wyllys, que é jornalista, professor e ex-deputado federal, conhecido por sua luta por direitos humanos e causas progressistas.

Bruna  estreia o projeto novo com live marcada para dia 4 de dezembro, sexta-feira, às 20h, no YouTube. “Fico feliz por me rodear de pessoas que lutem por liberdade. Faz-se necessário cantar a coragem e a empatia. Vivemos tempos difíceis, e a arte é uma arma fantástica para combater o cinismo dos covardes”, diz a artista.

Bruna acredita que a maternidade lhe deu força e coragem para cantar causas importantes. Ela se tornou ativista na luta pela proteção de crianças e adolescentes contra o abuso sexual: é colaboradora e compositora da canção “Ninguém Mexe Comigo”, homônima da campanha que foi lançada para combater a violência contra os pequenos neste ano de pandemia, iniciativa que teve apoio da TV Cultura no Mês da Criança.

“Durante toda minha carreira fui muito tranquila e pouco combativa. Porém, tornar-me mãe afiou meu senso de justiça e me deu força. Acredito na luta sem amargura, com alegria, com a certeza de que estamos do lado certo. Canto o amor, mas também a liberdade. Não permito mais abaixar a cabeça”, diz Bruna, compositora de hinos feministas como “Vou Pra Rua” e “Soberana”, e do anti-moralista-maracatu “Gente de Bem” (que ganhou versão ao vivo com participação do rapper Rashid no DVD).

A direção musical e violões são de Norberto Vinhas, e preparação cênica de Cris Ferri, prima-herdeira da dama do teatro Myriam Muniz. Além de um show novo, Bruna pretende lançar em abril de 2021 um CD homônimo, em homenagem a Gonzaguinha, quando completaremos 30 anos sem ele.

No roteiro, além de canções famosas do homenageado como “Diga Lá, Coração” e “É”, há canções lado B como “Eu Nem Ligo” e “Viver, Amar, Valeu”, e até poemas de Bruna, de seus livros Pequena Poesia Passional (2015) e Pequena Poesia Presente (a ser lançado ainda em 2020 pela Editora Cândido).

“Digo que estamos cantando afeto e luta até que não seja mais necessário, e possamos finalmente cantar só o afeto”, finaliza.

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