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“Contos Negreiros do Brasil” em versão on-line no mês da Consciência Negra

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“Contos Negreiros do Brasil” é um espetáculo documentário sobre a condição real e atual da negra e do negro no Brasil.

Contos Negreiros Do Brasil
Foto: Leticia Godoy

“Contos Negreiros do Brasil” traça o panorama histórico-social sobre a condição de homens e mulheres cuja pele escura determina a maneira como são vistos, retratados e julgados pela sociedade.

O país de “Contos Negreiros do Brasil” é a demonstração de uma parte dos Brasis existentes. Encená-lo é necessário, onde quebrar a ideologia da ―democracia racial reflete os dois Brasis reais que predispomos. Sem fazer um recorte racial, o cenário é visto de forma romantizada, sem a realidade das periferias, da maioria que não se enxerga na teledramaturgia e nas propagandas na TV, das solidões dos becos, da comunidade penitenciária que é monocromática, do analfabetismo que rende muito dinheiro, da prostituição pela sobrevivência mínima, do noticiário policial, das taxas de homicídio, gravidez precoce e da violência doméstica.

A peça mexe numa ferida que muitos, ingenuamente, julgavam cicatrizada. Aborda as dores e os medos de parte tão expressiva da população, mas não se esquece também de suas paixões, desejos e alegrias.

 Aliás, a peça traz à cena histórias contidas no livro de Marcelino, “Contos negreiros”, mas mistura à ficção estatísticas que dimensionam a realidade experimentada por 54% da população brasileira. Os dados são apresentados pelo ator, sociólogo e filósofo Rodrigo França. “A peça não tem filtro. Tem a poesia do Marcelino, mas nem aí existe um romantismo. As coisas são ditas como elas são. Por outro lado, os números ajudam a refletir sobre o que é dito. O público sai consciente de que não há como negar o racismo”, reforça.

A desigualdade, certamente, é exposta por meio de informações consistentes e atuais, fruto da pesquisa feita por França: “Mulheres negras recebem duas vezes menos do que as brancas. São também as que mais sofrem violência obstétrica. Isso sem contar que, dos 30 mil jovens assassinados por ano no Brasil, 77% são negros”. Assim, parte da missão do espetáculo, ao desconstruir o mito da democracia racial, é expor a carne negra a partir de experiências reais, sociais e culturais.

Serviço
“Contos Negreiros do Brasil”
De 09 a 30 de novembro – sempre às segundas, com ingressos na Sympla.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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