Filme é baseado no livro “Good Morning, Midnight”, de Lily Brooks-Dalton.

Em O Céu da Meia-Noite, a humanidade decide abandonar a Terra no ano de 2049 em busca de um novo planeta, após apresentar níveis perigosos de radiação. Uma nova lua em Júpiter cria esperanças para o futuro da raça humana, porém a equipe da astronauta e comandante Sully (Felicity Jones) não consegue entrar em contato com ninguém do planeta Terra.

Conhecido por ser um dos galãs do cinema, George Clooney já mostrou seus talentos muito além da atuação. Em O Céu da Meia-Noite, ele revela que está cada vez melhor como diretor! Aliás, em termos de atuação, tanto Clooney quanto Jones, e até a tribulação da Éter, atua com qualidade mostrando camadas em seus personagens graças a sua direção.

Se passando num futuro não tão distante, a tecnologia usada em O Céu da Meia-Noite não arrisca ser muito futurista, sendo bem confortável para a crença do público. Além disso, a obra começa a escorregar ao usar demais as referencias de filmes de ficção científica. Sim, o filme escorrega no gelo, porém ele não cai!

A fotografia do filme orbita pelo núcleo terrestre de seu protagonista e o espacial da comandante Sully, ao mesmo tempo, através das cores geladas do ambiente feroz do Ártico, inclusive, aproveitando tempestades de neve reais. Já no núcleo espacial a existencia de cor, mesmo estando no escuro vácuo do cosmo.

Como dito, todos os personagens tem camadas, e a solidão se faz importante no enredo, aliás, esta é uma película sobre solidão, mesmo com uma tripulação unida, porém eles estão sozinhos no espaço e sem comunicação. Os motivos são variados para todos os personagens, entretanto o brilho verdadeiro fica com Augustine.

Destoando da sua figura que arrebata corações, Clooney apresenta um personagem no limite da saúde e rabugento. No longa, o personagem visita seu passado, aliás, é, certamente, o mais interessante do filme, sem dúvida!

O longa dirigido por Clooney teve suas filmagens encerradas antes da pandemia global do Covid-19, mas ainda assim a obra, apesar de ficar escorregando no gelo, mantém-se firme ao se basear na esperança.

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