Foto: Patrícia Vazquez

Os números não mentem: o índice de violência doméstica aumentou durante a pandemia de Covid-19. Constatando que as medidas de isolamento social preconizadas para contenção do espalhamento da pandemia trouxeram como efeito adverso um aumento significativo nos casos de violência doméstica contra mulheres, surgiu a ideia e necessidade de “JOGO DO JOGO”, um jogo-espetáculo que estreia através do aplicativo Zoom, no dia 25 de Fevereiro, às 19h.

Com temporada de quinta-feira a domingo, “Jogo do Jogo” tem idealização e direção do coletivo que se formou para este trabalho. Assim, Diana Herzog, Pâmela Côto, Patrícia Vazquez, Rafaela AmoDeo, Lorena Lima, Nivea Magnos e Veronica Bonfim assinam a direção e dramaturgia juntas.

“Dadas as instruções sobre a dinâmica do jogo, aos jogadores-espectadores é proposta a tarefa de entrar nesta casa e percorrer seus cômodos de maneira participativa, interferindo nas histórias e sendo, junto com as atrizes, corresponsáveis pela desenvolvimento das histórias narradas. Ao longo deste percurso, eles terão contato com histórias e fatos que vão construindo todo o contexto através do qual as mulheres se tornam vítimas dentro de suas próprias relações conjugais, em seus próprios lares”, antecipa Patrícia Vazquez sobre o trajeto das histórias que ilustram esta escalada da violência doméstica. Na cena final, existe a possibilidade de os espectadores opinarem através do recurso de enquetes.

O trabalho se debruça, então, numa pesquisa cênica através do discurso sensível da arte, gerando empatia e reflexão. “Além de sensibilizar para a temática da violência doméstica, pretendemos, ainda, contribuir para o amadurecimento e pesquisa de formas de desenvolvimento das artes da cena através de ferramentas digitais online, uma vez que elas estarão de forma definitiva em nossa sociedade no presente momento, em que as formas presenciais serão menos frequentes”, complementa Isadora Medella.

Para abordar este assunto, encontraram o formato de um jogo: quais as regras e dinâmicas sociais que estimulam comportamentos nocivos e de submissão? Como estes jogadores da vida são capazes de agir na sociedade de uma forma tão contrária ao que acreditam ser o correto? “De igual forma, perguntamos também quais as brechas, dentro deste jogo, para romper estas condições? Como deslocar a vítima desta centralidade, como sujeito da violência, e deslocar o olhar para o agressor? Assim, entende-se a necessidade de trazer informação para as mulheres que se encontram em situações de risco e também para todas as pessoas que permitem que estas situações aconteçam perto de si”, reflete Pâmela Côto.

Para a criação do espetáculo, foram feitos mapeamentos de informações, notícias, estatísticas e grupos que divulgam e dão suporte às mulheres vítimas de violência. Em paralelo, uma pesquisa do aparato técnico para transmutar espetáculos em obras digitais interativas.

SERVIÇO:
DATA: 25 de fevereiro a 14 de março
5ª a Sábado – 19h / Domingo – 17h

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