Historiador britânico Tim Bouverie reúne documentos pouco explorados para compor os dilemas da época em “Negociando com Hitler”, livro chega às livrarias pelo selo Crítica.
As consequências devastadoras da Primeira Guerra Mundial fortaleceram a certeza de que tudo que fosse preciso para evitar algo naquela proporção deveria ser feito. Entretanto, as concessões políticas realizadas em nome desse objetivo culminaram em erros e omissões que contribuíram para o conflito mais mortal da história. Em Negociando com Hitler, o historiador Tim Bouverie examina de perto os anos de desastrosa diplomacia e revela a vastidão de nuances por trás das articulações políticas durante a ascensão de Hitler.

Os nazistas surgiram no cenário eleitoral em 1930 e cresceram significativamente em 1932. Mas, ao perderem votos naquele ano, muitos consideraram seu auge como passado. Desde a Primeira Guerra, a média de duração de um chanceler alemão no cargo era de menos de um ano. Ao assumir o posto, Hitler foi forçado a aceitar um governo de coalizão com o chanceler anterior, fato que contribuiu para a crença de que tudo estava sob controle. Mas era apenas o começo.

Bouverie mostra como a política de apaziguamento durante muito tempo se somou à descrença no poder dos nazistas. Analisando primordialmente os bastidores da diplomacia britânica, ele mostra como as escolhas que afetariam não só o país mas o mundo foram feitas por um número incrivelmente pequeno de pessoas, quase exclusivamente homens.

Baseado em pesquisas de arquivos e fontes pouco exploradas por historiadores, “Negociando com Hitler” leva em conta um painel mais amplo do que o formado apenas pelos principais protagonistas. Repleto de detalhes, o livro costura uma narrativa cronológica que guiará o leitor por esses anos turbulentos.

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