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“O Espigão” lança olhar sobre as questões de gênero e pressão heteronormativa

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Foto: Gabriel Morais

Um acerto de contas entre irmãos 12 anos depois de um acontecimento divisor de águas em suas histórias, esse é o ponto de partida de “O Espigão”, espetáculo ao vivo e gratuito que será apresentado de 18 a 28 de março (de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h) pelo Zoom.

Em cena, o ator Gabriel Morais recebe o público na sala virtual para visitar as memórias e as invenções de uma experiência dolorosa numa tentativa de reelaborar o que viveu. Os ingressos, gratuitos, devem ser retirados pela Sympla. Após a temporada, o espetáculo ficará disponível no YouTube (bit.ly/oespigao).

Foi da necessidade de contar um drama familiar que o espetáculo nasceu. A narrativa é sobre um irmão e uma irmã que se apaixonam pela mesma mulher. Após mais de uma década de mágoas, eles finalmente conversam, preenchendo lacunas e lançando novos olhares sobre a história.

Escrito por Gabriel Morais a partir de uma oficina ministrada pelo dramaturgo português Jorge Louraço, “O Espigão” lança olhar para questões de gênero, família, homofobia e pressão heteronormativa: Como um jovem, de 18 anos, lida ao ver sua primeira namorada o trocar pela sua irmã mais nova? Como vencer a ferida sofrida no ego heterossexual? Com quem conversar? É permitido ao homem falar sobre suas dores, sobre os danos causados pela ordem heterossexual? Essas e outras questões são levantadas em cena.

“O Espigão” é apresentado, também, pela ótica da irmã, que ganha vida por meio de Mariah Miguel. Como lidar, aos 14 anos, com a descoberta de uma sexualidade não heterossexual em uma idade que não se sabe direito como nomear o que se sente? O que fazer com a raiva de sentir o que não “deveria” estar sentindo? Como lidar com o sentimento de não se encaixar numa sociedade patriarcal, machista, heteronormativa e sexista? Com quem conversar?” .

” “O Espigão” é o encontro de memórias, esquecimentos e imaginações em que uma narrativa se junta a uma nova perspectiva, para reinventar esse momento anterior de desvio inesperado do sentido da vida”, explica Gabriel. “Reuni minhas memórias com as da minha irmã, que também foi escrevendo, revendo fotos, cartas e outras lembranças. A dramaturgia tem tanto a minha memória quanto a da minha irmã. E também as da Mariah, que coloca sua camada de mulher sapatão. Nossas histórias se embaralham. Colocamos tudo isso em cena e ficcionalizamos. É um espetáculo de muitas camadas e que levanta questões sobre gênero, sexualidade, família, pressão heteronormativa”, conta Gabriel Morais.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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