Considerado um dos maiores realizadores do cinema brasileiro, Luiz Carlos Barreto, o Barretão, completa 93 anos de idade no dia 20 de maio. Para homenageá-lo, o Canal Brasil exibe, a partir de segunda, dia 03, uma mostra com oito títulos onde seu trabalho ficou conhecido em diferentes funções. A mostra vai ao ar durante todo o mês de maio, às segundas e terças, sempre na faixa das 20h. E na quarta, dia 05 de maio, na faixa “É Tudo Verdade”, estreia “Barretão, o Filme”, dirigido por Marcelo Santiago, produção que converge futebol, cinema, fotojornalismo e intimidade na figura de Luiz Carlos Barreto.

A programação começa com o clássico Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha, filme em que Barreto atuou como fotógrafo e revolucionou a estética do Cinema Novo. No dia seguinte, entra em cartaz Assalto ao Trem Pagador (1962), cujo roteiro foi escrito pelo aniversariante em parceria com Alinor Azevedo e Roberto Farias. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1978), de Bruno Barreto, uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro, entra na mostra no dia 10/05; e Bye Bye Brasil (1980), de Cacá Diegues, no dia 11/05. O Quatrilho (1995), de Fábio Barreto, vai ao ar no dia 17/05; O Que É Isso, Companheiro? (1996), de Bruno Barreto, no dia 18/05; João, o Maestro (2017), de Mauro Lima, no dia 24/05; e Bossa Nova (1999), também de Bruno Barreto, no dia 25/05. Nestes seis últimos, Barretão assina a produção.

O nome de Luiz Carlos Barreto está no centro da história do cinema brasileiro desde a década de 1960. Como produtor, tem em seu currículo uma enorme lista de títulos importantes, desde clássicos do Cinema Novo, até produções mais recentes. Nascido em 1928, na cidade de Sobral, no interior do Ceará, descobriu sua vocação cinematográfica como fotógrafo da revista O Cruzeiro, durante a cobertura das filmagens de Barravento, o primeiro filme de Glauber Rocha, no interior da Bahia, em 1961. Entrou efetivamente para o meio quando escreveu, junto com Roberto Farias, o roteiro de O Assalto ao Trem Pagador (1962). Fez a fotografia de Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, prêmio da crítica no Festival de Cannes de 1964. Em 1965, fundou a Difilm, uma distribuidora que reunia vários diretores do Cinema Novo. Em seguida, fundou a L.C. Barreto, com a qual realizou alguns dos mais importantes títulos do cinema nacional.

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