Boa Noite, primeiro longa de Clarice Saliby, sobre Cid Moreira, conta com a sua narração. O  documentário repleto de momentos históricos dos 25 anos em que entrou nas casas dos brasileiros com as principais notícias do dia, aliás, foi um dos selecionados para participar do Festival É Tudo Verdade em 2020.

‘” O desafio de se fazer um retrato de uma pessoa é atravessado por diversos perigos e armadilhas. Retratar alguém como Cid Moreira, que habita de forma tão peculiar o imaginário dos brasileiros, é uma aventura ainda mais complexa. No registro do risco, o dispositivo adotado foi a premissa de que tudo deveria partir do universo de Cid. Suas lembranças, os mecanismos de sua mente e até mesmo o ritmo do filme deveria se moldar ao do personagem. Não há nenhuma entrevista com terceiros, estamos o tempo todo mergulhados em seu mundo. O recurso da narração em primeira pessoa o coloca como co-criador, questionando e reescrevendo o que lia, talvez pela primeira vez em sua vida, conta Clarice Saliby.

Aliás, a diretora conta que Boa Noite busca tentar responder a inquietante pergunta: o que há por trás de um símbolo e daquilo que ele representa?

O documentário é o retrato de uma voz. Aos 91 anos, Cid Moreira abre as portas de sua casa e de seu inconsciente, revelando facetas surpreendentes do homem que entrou nas casas de milhões de brasileiros todas as noites, por quase trinta anos. A voz mais famosa do Brasil narra a própria história, desconstruindo sua imagem mítica e nos conduzindo por um labirinto de memórias. Lembranças e imagens de arquivo traçam um panorama de sua vida que se confunde com a história da televisão brasileira.

Boa Noite estreia dia 13 de maio nos cinemas.

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