Depois de mais um ano distante dos palcos, em função da pandemia, a Orquestra Sinfônica Brasileira ( OSB ) se prepara para retomar as apresentações presenciais. Ainda sem a presença do público, o primeiro concerto será no dia 26 de maio, às 20h, com transmissão pelo Facebook e Youtube. Em formato de quinteto de cordas, os músicos da OSB apresentarão obras de Luiz Alvarez Pinto e Wolfgang Amadeus Mozart, abrindo a Série Clássica Brasileira.

Desde março de 2020 a Orquestra Sinfônica Brasileira vem realizando suas atividades artísticas por meio de apresentações virtuais, gravadas remotamente. Agora, adotando todos os protocolos de segurança e com um número reduzido de músicos, a orquestra volta a se reunir no palco.

“A música não parou em nenhum momento e chegará para o público ainda mais potente com a produção presencial”, diz o Diretor Executivo da FOSB, Gregório Tavares. “Chegou o aguardado momento de voltar a reunir o conjunto nos palcos, inicialmente com a presença do público virtualmente e um repertório camerístico carinhosamente pensado. Todos os cuidados estão sendo empenhados para que possamos preservar nossos músicos e equipe para esse retorno através de um processo gradual”, completa.

Abrindo o primeiro concerto, o grupo formado por Clovis Pereira Filho (violino), Daniel Passuni (violino), Samuel Passos (viola), André Rodrigues (viola) e Emilia Valova (violoncelo) interpreta o “Quinteto para Cordas nº4 K.516”, que Wolfgang Amadeus Mozart escreveu em 1787.

Como todos os quintetos de cordas do compositor austríaco, é uma obra escrita para o que é conhecido como um “quinteto com viola”, uma vez que a instrumentação consiste num quarteto de cordas mais uma viola adicional (isto é, dois violinos, duas violas e um violoncelo). É uma das maiores obras de Mozart e uma das mais tristes, pois tem o caráter sombrio e melancólico, típico das composições mozarcianas em Sol Menor.

Na sequência, uma obra de um compositor brasileiro do século XVIII. “Te Deum Laudamus (6 Peças Barrocas)”, do pernambucano Luiz Alvarez Pinto, será interpretada pelo quinteto formado por Clovis Pereira Filho (violino), Daniel Passuni (violino), Samuel Passos (viola), Emilia Valova (violoncelo) e Rodrigo Fávaro (contrabaixo). A primeira execução moderna desta obra se deu em 1968, no IV Festival de Música de Curitiba, sob a direção do Pe. Jaime Diniz. Luiz Alvarez Pinto também compôs um Salve Regina para vozes e orquestra, cinco Divertimentos Harmônicos para três a quatro vozes e as Lições de Solfejo para duas vozes.

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