Em 2018, a bailarina Tatiana Guimarães perdeu sua avó, no mesmo ano, o Brasil viu a ascensão de um governo autoritário e seus apoiadores saindo das trevas. Recuperando sua memória afetiva, Tatiana viu como a história de sua família se confundia com os momentos de altos e baixos que a política nacional já passou e resolveu com isso criar o solo “Breve”, criado pelo núcleo Micromovimentos Dança&Cinema , que estreia online no próximo dia 1º de julho, às 20 horas, pelo Zoom.

Foto: Daniel Conti.

O espetáculo faz uma relação entre o cinema e a dança. Por meio de processos autobiográficos, Tatiana Guimarães busca reverberar as crises, ruídos e tensões que atravessam seu próprio corpo, buscando um diálogo com temas urgentes como o lugar de fala.

O solo “Breve” surgiu da criação de sinopses cinematográficas documentais, dando continuidade à pesquisa da artista que trafega nas relações entre o cinema e a dança.

“Apesar de ter trabalhado muito com dança, minha relação com a imagem e o vídeo sempre foi muito forte. Nesse trabalho, até pelo formato que a pandemia nos obriga a seguir, isso se intensifica e pude experimentar mais a relação entre as duas linguagens”, explica a bailarina.

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