O “Caminhos da Reportagem” deste domingo (6) aborda como acontece, no Brasil, a chamada logística reversa de resíduos, processo de retorno de materiais perigosos aos fabricantes. O programa, que também traz informações sobre a reciclagem e as responsabilidades sobre o lixo no país, vai ao ar às 20h, na TV Brasil.

Muito do que vai parar no lixo não deveria estar ali. Materiais perigosos são descartados sem cuidado, como pilhas, baterias, lâmpadas e remédios, mesmo já existindo uma legislação que garanta o retorno deles aos fabricantes. Na busca de culpados nesse processo, todos têm responsabilidades, que foram definidas há 10 anos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Pela PNRS, é necessário ter uma coleta diferenciada de materiais mais contaminantes, como agrotóxicos e suas embalagens, baterias de chumbo ácido, eletroeletrônicos, óleo lubrificante e suas embalagens, embalagens de aço, lâmpadas, medicamentos, pilhas, baterias, pneus e latas de alumínio. A logística reversa garante que fabricantes, comerciantes e consumidores se responsabilizem, fazendo cada um a sua parte na devolução, recolhimento e reciclagem desses materiais.

O Brasil, que está longe de ser exemplo mundial em reciclagem de materiais não-tóxicos, o que dirá dos mais perigosos. A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) elabora anualmente o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. Os dados ainda são desanimadores, apesar da melhora nos últimos anos.

Apenas 3% do lixo que poderia ser reciclado é reaproveitado no país. O baixo índice é seguido por outros números não tão otimistas: 8% do que é jogado fora não é sequer coletado. O país se destaca apenas na reciclagem de latinhas de alumínio – 98% delas são recicladas.

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