Quinteto de Metais
Foto: Luiza Sales

No próximo dia 13 de junho, a Orquestra Sinfônica Brasileira, se apresenta em formação de quinteto de metais. O segundo programa da Série Romântica Brasileira terá repertório diverso, composto por obras de Gabrieli, Ewald, Carlos Gomes, Puccini, Villa-Lobos, Bernstein e Pixinguinha/João de Barro. Aliás, o evento ainda não contará com a presença de público, a apresentação é pré-gravada e será veiculada no canal da orquestra no Youtube e no Facebook.

Os músicos Diogo Gomes e Jessé Sadoc, no trompete, Raphael Paixão, no trombone, Eliézer Conrado, na trompa, e Eliézer Rodrigues, na tuba, formam o quinteto.

Abrindo a apresentação, “Canzona per Sonare nº 4”, do italiano Giovanni Gabrieli. Nascido em Veneza, Gabrieli foi um compositor importante na passagem da música da Renascença para o período barroco. Esta obra foi composta em 1608, sendo um marco na história da música. É considerada o início do caminho que levou a um novo estilo de música de concerto: o barroco.

Na sequência, o público ouvirá o “Quinteto em Si Bemol Op.5”, do russo Victor Ewald. O compositor caracterizou-se por criar obras para instrumentos de metal em uma época em que esses instrumentos ainda estavam se aperfeiçoando. Seus quintetos para metais são famosos e o que será apresentado pela OSB, na ocasião, foi composto em 1890. É considerada a primeira peça de música de concerto especificamente composta para a formação.

A emblemática abertura da ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, com arranjo de Jessé Sadoc, aparece como a terceira obra do programa. Um dos mais importantes artistas brasileiros do estilo romântico, Carlos Gomes estudou na Itália com patrocínio do imperador D. Pedro II e da imperatriz D. Teresa Cristina. Sua ópera “O Guarani” baseou-se no romance homônimo de José de Alencar e foi a primeira obra brasileira a ser apresentada no famoso Teatro alla Scala, de Milão, onde ocorreu sua estreia mundial.

Uma das árias de ópera mais cantadas em todo o repertório lírico, “Nessum Dorma”, do italiano Giacomo Puccini, também será interpretada pelo Quinteto de Metais da OSB. “Que ninguém durma” pertence à ópera “Turandort” e estreou em 1926.

Em seguida, a Ária (Cantilena), das “Bachianas nº 5”, de Heitor Villa-Lobos. As nove Bachianas Brasileiras foram compostas entre 1930 e 1945 e o título é uma alusão à combinação de elementos brasileiros com a técnica de escrita de Johann Sebastian Bach, compositor preferido de Villa-Lobos. A Ária é considerada a peça mais conhecida do brasileiro mundo afora, devido à sua rara beleza.

Dois movimentos de “West Side Story”, do americano Leonard Bernstein, também estão no programa. “Maria” e “Tonight” fazem parte da trilha sonora do musical, que estreou na Broadway em 1957. Baseada em Romeu e Julieta, de Shakespeare, a peça relata as batalhas entre duas gangues de adolescentes num bairro pobre de Nova York.

Por fim, fechando o concerto, um clássico da música popular brasileira: “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro, que também ganhou arranjo de Jessé Sadoc. Pixinguinha é um dos maiores compositores brasileiros e contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. “Carinhoso”, cuja letra foi escrita por João de Barro, também conhecido como Braguinha, tornou-se sua composição de maior sucesso.

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