No dia 27 de março de 2020, o Papa Francisco, em uma Praça de São Pedro deserta e com o chão brilhando pela chuva, havia falado a milhões de pessoas sintonizadas em todo o mundo por meio da TV, celulares e computadores: “Em meio à tempestade, o Senhor nos convida a acordar e ativar a solidariedade e a esperança, sustento e significado nesta hora em que tudo parece naufragar”. À medida que a pandemia se alastrava, com suas angústias e consequências, Francisco se revelava um ponto de referência constante, não apenas para os fiéis, mas para todos aqueles que sofriam pela doença ou a enfrentavam em suas diversas frentes.

No livro “Deus e o mundo que virá”, que chega às lojas pela editora Planeta, Papa Francisco traz, ao longo de conversas com o jornalista Domenico Agasso, reflexões sobre o que aconteceu com a humanidade após o início da pandemia e ajuda o leitor a encontrar significado num período de grande sofrimento para o mundo inteiro, sempre ressaltando a importância da união entre todos sem distinção. “A vida é estarmos sempre juntos, e a fraternidade é imprescindível, porque sozinhos, mais cedo ou mais tarde, entramos em colapso. Se cuidarmos uns dos outros, todos poderemos viver melhor”, ele afirma.

O pontífice discute temas como a dignidade no trabalho e o papel da mulher na sociedade, além de chamar a atenção para a importância de a Igreja estar sempre voltada aos mais necessitados e não se “entrincheirar”. Questionado por Domenico sobre o que leva algumas pessoas a se referirem a ele como “papa pauperista e comunista”, ele responde: “Não é uma questão de política partidária, nem mesmo de ideologia. É o centro do Evangelho. E o primeiro a dar o exemplo foi Jesus, que se tornou pobre como nós. (…) Lembro-me de um santo bispo brasileiro dizia: ‘Quando cuido dos pobres, dizem que sou santo; quando pergunto a todos sobreas causas de tanta pobreza no mundo, me chamam de comunista”.

“Deus e o mundo que virá” foi lançado originalmente na Itália no final de março e agora chega ao Brasil com tradução de João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj). Aliás, o livro transmite uma mensagem de fé em um momento que o mundo todo procura uma luz.

“Jorge Mario Bergoglio, timoneiro da Igreja, papa do povo, das periferias e do diálogo, está determinado na sua multiforme obra de proximidade e incentivo. É um farol sempre aceso que nos ajuda a não nos perdermos na hora da escuridão. É o Pontífice da compaixão, da atenção a todos, da concretude cotidiana que contempla a eternidade; sustentada pela fé e pelo amor ao Planeta e a seus habitantes de hoje e de amanhã. Francisco prega e testemunha a solidariedade, a fraternidade e a ternura, para que aqueçam o coração das pessoas e ressoem na consciência dos que possuem responsabilidade de governo. Promove a generosidade e o altruísmo de que todo ser humano é capaz”, escreve Domenico Agasso no epílogo da obra.

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