“O Jardim da Lua”, de Wiana Kell, e ilustrações da premiada Ana Matsusaki traz reflexão e encantamento e reforça a importância de nos conhecermos durante a trajetória individual de vida, com mudanças o tempo todo.

Em “O Jardim da Lua”, a Lua protagoniza o desejo de querer mudar assim que percebe que não vê mais tanta graça na sua própria vida e em quem está ao seu redor. Alguém já viu Lua, com aquele brilho todo, querer virar flor? E não é que esta conseguiu, depois de um desejo bem feito, ser uma “lua-flor feliz”. Sim, uma “flor-lua completa no jardim”.

Mas isso só até que a imensidão escura, as estrelas que quase não brilhavam mais fizeram vazio no seu coração de flor. Falta de olhar o jardim lá de cima, de ver a Terra pequena e em cor. Queria ainda de volta a companhia das estrelas e dos planetas. Mas será que dava para voltar a ser Lua e ocupar outro jardim, feito de estrelas, galáxias, planetas e rastros de poeira cósmica?

A resposta da autora Wiana Kell é sim, acompanhado de ilustrações que dão toque especial à obra com cores fortes, exuberantes e traços característicos e intuitivos de Ana Matsusaki, ao relacionar, por exemplo, as decisões que a Lua toma ao longo da história com as suas fases. “Por isso a tristeza é representada pela Lua Minguante e a alegria pela Nova”, exemplica a ilustradora, cujo trabalho foi selecionado para integrar o 10º Catálogo Iberoamérica Ilustra, uma reunião dos principais nomes da ilustração da região e para participar da Bienal de Ilustração da Bratslava (2021).

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