Livro apresenta a trajetória do circo em 18 capítulos.

Com texto de Angela Carneiro,  Almanaque do Circo conta a história do circo no Brasil e no mundo por meio de conversas descontraídas entre a jovem e seu bisavô, personagens criados pela autora. A partir de agosto, mais de 1.500 exemplares serão distribuídos em bibliotecas e instituições do Rio de Janeiro, localizadas em diferentes regiões da cidade. São bibliotecas comunitárias como: Mundo da Lua, Palavras Compartilhadas (Instituto Consuelo Pinheiro), Profª Judith Lacaz, Atelier das Palavras (Associação Meninas e Mulheres do Morro), Elias José (Museu da Maré), entre outras. O livro estará disponível gratuitamente para leitura on-line na plataforma Issuu, no perfil da A Coisa Toda Produções.

Ilustrado com colagens criadas pela designer Giulia Buratta, o livro apresenta a trajetória do circo em 18 capítulos, entremeada com a história de uma família circense fictícia que dialoga com episódios reais da história do circo. Aliás, apesar de não ser um almanaque convencional, o livro traz muitas curiosidades no enredo e destacadas nos boxes ilustrados, batizados como “Você sabia?”. Ali, ficamos sabendo que são muitas as classificações e denominações atribuídas ao circo ao longo da história: circo de cavalinhos, circo mambembe, circo-teatro, circo de variedades, circo rodeio, circo americano, entre outras.

Em Almanaque do Circo, a jovem Felipa quer ser engenheira, enquanto estuda para as provas do ENEM, ela vive adolescência como todos, porém, Felipa é uma garota como muitas outras, pelo fato de ter nascido e crescido num circo.

Como muitas famílias circenses que migraram da Europa para o Brasil a partir dos anos 1830, seus tataravós artistas vieram de Portugal. Depois que o circo de sua família fechou, Felipa foi morar com seu bisavô Felisberto, a quem ela chamava carinhosamente de Bivô. Com quase 100 anos de idade, Felisberto foi palhaço, mestre de cerimônias e domador de feras (em um tempo em que havia animais no circo).

Escritora de livros infanto-juvenis desde 1990, tendo recebido o Prêmio Jabuti em 1993 por seu romance “Caixa Postal 1989”, Angela Carneiro leva para suas obras questões com as quais os jovens se identificam. “São dramas reais que falam de amor, solidariedade, aceitação e superação das dificuldades”, diz Angela, que resgatou lembranças da sua infância, como a do famoso palhaço Carequinha em programas de TV. A pesquisa ficou a cargo do ator, diretor e acrobata Cláudio Baltar, que por 20 anos fez parte da Intrépida Trupe. “O circo é uma paixão e continua vivo. O circo vai resistir e se reinventar sempre”, acredita Cláudio.

No dia 9 de agosto (segunda), às 18h, acontece o evento de lançamento com um bate-papo ao vivo com Ângela Carneiro e Cláudio Baltar no YouTube da Estufa de Ideias (www.youtube.com/c/EstufadeIdeias), além de uma performance dos artistas Cesar Tavares e Julia Schaeffer, os palhaços Invólucro e Shei-lá, do grupo Roda de Palhaço.

O Almanaque do Circo foi produzido pela A Coisa Toda Produções através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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