Perspectivas para a Cinemateca Brasileira, instituição que preserva a memória do audiovisual nacional, são tema de um debate que acontece ao vivo nesta sexta-feira, às 20h.

Realizado pela Associação Paulista de Cineastas (APACI) com apoio do canal Curta!, o encontro virtual “O Futuro da Cinemateca Brasileira” reunirá os diretores Ana Maria Magalhães, Cacá Diegues, Fernando Meirelles, Giba Assis Brasil, Joel Zito Araújo, Sandra Kogut e Tizuka Yamasaki, com mediação de Roberto Gervitz. A conversa será transmitida exclusivamente pelo Youtube do canal Curta!, sendo permitido aos espectadores fazer perguntas na parte final.

A previsão é que a conversa dure duas horas, com uma introdução de 10 a 15 minutos de Carlos Augusto Calil, presidente da Sociedade de Amigos da Cinemateca. Em seguida, cada convidado terá sete minutos iniciais para tecer considerações sobre a situação da Cinemateca, que está sem gestor desde dezembro de 2019. Aliás, por conta disso, o Ministério Público Federal chegou a ajuizar uma ação contra a Secretaria Especial de Cultura, alegando abandono do espaço.

Apenas no último 30 de julho, um dia após o incêndio que destruiu um galpão da Cinemateca na Zona Oeste de São Paulo, o governo federal publicou um edital de chamamento público para a escolha de uma “entidade privada sem fins lucrativos” para gerir o órgão por cinco anos. Esse edital será um dos assuntos do encontro.

“O futuro da Cinemateca corre perigo. O edital recém-publicado pelo governo promete mais cinco anos de precariedade para essa instituição. Há uma falta de compreensão sobre o que significa preservar o nosso acervo audiovisual. Memória é identidade”, diz o mediador Roberto Gervitz, coordenador do grupo SOS Cinemateca-APACI.

A pauta também terá questões como a importância da Cinemateca, as medidas que precisam ser tomadas para que ela funcione normalmente e o descaso do governo federal com essa instituição e outras do meio cultural.

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