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O Esquadrão Suicida: James Gunn repete fórmula defeituosa

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Filme mistura comédia pastelão com violência

Se tem algo que a gente não pode esperar de O Esquadrão Suicida é que ele ou viva ou não se mate e é, justamente, isso James Gunn entrega muito bem no novo filme da Força Tarefa-X, também conhecido como Esquadrão Suicida. Nesta aventura, o grupo tem que se infiltrar em Corto Maltese para investigar um projeto chamado Estrela-do-mar. Mais um vez Amanda Waller, interpretada pela incrível Viola Davis, reúne um grupo de vilões para sujar as mãos em nome dos Estados Unidos.

Aliás, é importante ressaltar que este filme veio para melhorar a imagem do Esquadrão após o fracasso do seu primeiro filme, é só por isso que, certamente, temos James Gunn na direção, porque criou-se um mito de que ele é incrível após o sucesso de Guardiões da Galáxia. Contudo, este longa mostrou que o diretor não é tão incrível assim. Pois é! Mas entenda, o filme não é ruim, é muito divertido, mas abusa da violência e das piadas sujas, como um grupo de vilões deve fazer.

Os personagens principais são bem bolados e seus traumas como pessoas também são explorados pelo roteiro. A atuação de Idris Elba como Sanguinário tem uma química ótima com o Pacificador, personagem de John Cena. Stallone como Tubarão-Rei é um alívio cômico impressionante, e Margot Robbie tem total conforto sendo Arlequina.

Os maiores problemas aparecem quando fica claro que o estúdio deixou o diretor “solto demais”. Existem várias piadinhas, e aparições de personagens minúsculos pelos atores serem amigos de James Gunn, assim ele repete a fórmula de inserir músicas Pop dentro do filme que agem como trilha sonora, o que funciona, mas é excessiva e forçada em vários momentos.

O maior defeito do filme é que ele repete a mesma fórmula de seu antecessor. Vilões salvando o mundo e mostrando que eles são só pessoas com traumas. Isso virou uma moda em Hollywood, a desconstrução do vilão, que funciona às vezes, mas também é muitas vezes forçadas. Se houvesse apenas uma linha de roteiro onde os vilões fossem mais egoístas, fazendo aquele arquétipo do “bom ladrão”, esse aspecto forçado seria suavizado. E como você precisa que os heróis salvem o mundo, a verdadeira vilã, Waller, é diminuída de novo.

De resto não há do que se criticar. Gunn é excelente dirigindo ação de maneira épica ou divertida. O que no fim das contas o filme é muito divertido, ele entrega o que propõe nos trailers. É melhor assim, uma comédia pastelão de violência, que um épico de meia tigela.

 

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