A exibição de 14 filmes do cineasta Ugo Giorgetti na plataforma de streaming da instituição, marca o início da parceria curatorial com o Espaço Itaú de Cinema, a partir de 6 de agosto. Aliás, a partir desta mostra, novos filmes com esta assinatura curatorial serão exibidos a cada dois meses.

A retrospectiva celebra os 79 anos de Ugo Giorgetti e sai do espaço do EIC Frei Caneca, onde foi apresentada para comemorar os 20 anos de existência naquele local em São Paulo, para chegar a todos os lares do Brasil com pré-estreias nacionais e as principais produções da carreira do cineasta.

O cineasta paulistano ganha retrospectiva de sua obra e pré-estreia nacional das suas duas mais recentes produções, a ficção Dora e Gabriel, de 2020, e o documentário Paul Singer, uma utopia militante, de 2019.

Até 5 de outubro, a Itaú Cultural Play terá apresentado 14 filmes de seus principais filmes, como Festa, Sábado e o clássico Boleiros, e outros menos conhecidos como o drama Jogo duro, sua estreia na ficção em 1985. As exibições assinalam a parceria entre a Itaú Cultural Play e o Espaço Itaú de Cinema, que se junta aos demais parceiros curatoriais da plataforma de streaming, gratuita e dedicada ao audiovisual e cinema brasileiro.

Apresentada no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, por uma semana até 5 de agosto, a retrospectiva sobre Ugo Giorgetti comemorou os 20 anos daquelas salas no shopping paulistano de mesmo nome. Além disso, celebrou, ainda, os 79 anos do cineasta, cuja obra é marcada pelo humor, a melancolia, a crítica social e o gosto por filmar histórias universais na cidade de São Paulo. Criador rigoroso, que trabalha na fronteira entre a comédia e o drama, entre poucos cenários e procurando valorizar o ator em cena, ele fez dos tipos, costumes, ruas e paisagens paulistanas a matéria essencial de suas ficções e documentários.

A entrada de seus filmes no catálogo da plataforma começa com oito obras, que permanecerão em cartaz ininterruptamente por 60 dias. São elas: Jogo duro, de 1985, drama que marca a sua estreia na ficção; Quebrando a cara, documentário sobre o boxeador Eder Jofre, dirigido por ele um ano mais tarde; O Príncipe, de 2002; mais dois dramas, estes de 2009, Solo e Paredes nuas; Cara ou coroa, de 2012, A Cidade Imaginária e Uma noite em Sampa, o primeiro de 2014 e o segundo de 2016.

No sábado, dia 7, o público brasileiro pode ver a pré-estreia nacional Dora e Gabriel, das 19h às 23h, e no domingo 8, mesmo horário, a de Paul Singer, uma utopia militante. O primeiro, Giorgetti concluiu no ano passado, tendo no elenco Ary França e Nathalia Gonsales. Neste filme, um imigrante libanês morador em São Paulo há muito anos, é assaltado e preso dentro do porta-malas do seu carro junto a uma mulher que testemunhou o episódio. Neste exíguo espaço, eles são conduzidos pela cidade sem saber para onde. Do diálogo entre os dois e da curiosa situação criada, surge uma divertida reflexão sobre o Brasil contemporâneo.

O documentário sobre Paul Singer é de 2019 e percorre a trajetória e as ideias do economista e um dos maiores intelectuais e socialistas brasileiros, teórico e divulgador do conceito de economia solidária, morto em 2018. Feito a partir de uma longa entrevista com ele, o filme descreve a sua jornada desde a infância em Viena, quando foge com a família do nazismo, até a militância em seus últimos anos de vida.

Além disso, a partir de setembro, a Itaú Cultural acrescenta à retrospectiva mais quatro filmes de Giorgetti, em sessões de quinta-feira a domingo, exibidos do meio-dia à meia noite. Começa com Boleiros: era uma vez o futebol, de 2 a 5 daquele mês. Segue, do dia 9 ao 12, com Boleiros 2 – vencedores e vencidos. De 16 a 19 de setembro é a vez de Festa e de 23 a 26, o filme é Sábado. Com exceção das pré-estreias nos dias 7 e 8 de agosto (sábado e domingo), a retrospectiva com os demais filmes permanece em cartaz todos os dias e é encerrada em 5 de outubro.

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