Temporada interrompida por conta da pandemia será retomada.

A Valsa de Lili
Foto: João Caldas.

O espetáculo “A Valsa de Lili” volta ao circuito carioca no dia 16 de setembro, com temporada até 03 de outubro, no Teatro III, no CCBB. Sucesso de público e crítica, o texto de Aimar Labaki, encenado por Débora Duboc, dirigido por Débora Dubois, é inspirado no livro autobiográfico ‘Pulmão de Aço’, de Eliana Zagui (a Lili da vida real).

As duas Déboras, a atriz e a diretora, unem-se para contar a história dessa mulher extraordinária que sofre de paralisia e movimenta apenas a cabeça. Aimar Labaki constrói de forma delicada e emocionante a história de Lili, que, tanto em vida quanto na narrativa, vive numa UTI há quase quarenta anos, desde os 2 anos de idade, por conta de uma poliomielite mal diagnosticada.

“Lili vive em uma condição muito singular, mas seus questionamentos, medos e verdades são os mesmos de qualquer pessoa na sua idade: a necessidade de amar e ser amada, a relação com a morte, o que fazer da vida, como conseguir o sustento com o trabalho. Lili e seus amigos são uma prova viva da máxima de Sartre: o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”, diz Débora Duboc.

“A luta de Lili para sobreviver em condições tão adversas, sem perder o humor e o amor, são a metáfora perfeita para os dias sombrios que vivemos, entre a violência e a desesperança”, completa o autor Aimar Labaki.

A parceria entre a diretora Débora Dubois e o autor Aimar Labaki é antiga. É de ambos os espetáculos MotoRboy e Pirata na Linha, grandes sucessos para adolescentes, além de Poda ou Una Notte Intera, que Débora dirigiu para o Festival Intercity, em Florença, na Itália. Ela também já dirigiu Duboc em espetáculo com curadoria de Gianni Ratto. Sobre A Valsa de Lili, Dubois diz ser “um testemunho forte e sensível, uma forma de vida tão única e singular, que alçou vôo pra falar e tocar fundo em muitos de nós”.

Lili é uma pessoa extraordinária e única, e, ao mesmo tempo, é uma mulher com questões iguais às de qualquer outro ser humano: o amor, a perspectiva do envelhecimento e da morte, os limites sociais e físicos e a luta pela sobrevivência. A única coisa que a distingue é que só consegue mexer os músculos do pescoço e da cabeça. Em pouco menos de uma hora, ela conta sua história e de seus amigos, mas principalmente, narra a aventura de viver plenamente, transformando as tragédias e dramas do cotidiano.

A peça, que esteve em cartaz no SESC Ipiranga, em São Paulo, ganhou o Prêmio APCA de melhor atriz. Em julho de 2020, foi o primeiro espetáculo, no Brasil, a ser exibido num drive-in, que foi montado no estacionamento do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. A peça esteve em cartaz por duas semanas no CCBB do Rio de Janeiro em fevereiro de 2020, sendo interrompida pela pandemia.

Serviço:
De 16 de setembro a 03 de outubro
De quinta a sábado, às 19h
Domingo, às 18h
Local: Teatro III – Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB)
Classificação indicativa – 12 anos

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