Repressão, fascismo, greve, ditadura militar, golpe de Estado, impeachment e ascensão da extrema direita estes assuntos parecem saídos dos noticiários cotidianos, mas eles são também alguns dos temas centrais dos 13 filmes, a maioria de diretores consagrados e que fazem parte da história do cinema, e que serão exibidos no Petra Belas Artes, de 26 de setembro a 05 de outubro, no ciclo “Cinema e Política”.

Com o intuito de mostrar a polarização no Brasil e no mundo, o cinema retrata a política, muitas vezes usada como campanha e propaganda política. Pensando nisso, e no caldeirão brasileiro que volta os olhos para as eleições de 2022, o Petra Belas Artes fez uma seleção de filmes para recordar o passado, inclusive o recente, para que os mesmos erros não sejam repetidos no futuro.

Como carro-chefe o Petra Belas Artes estreia Aranha, novo filme do chileno Andrés Wood (mesmo diretor de Machuca), vencedor do prêmio de Melhor Filme no tradicional Festival de Guadalajara, que acompanha um grupo de extrema direita, dos anos 60, que ajudou a culminar o Golpe Militar Chileno, o 11 de Setembro do Chile. Além disso, o público também pode acompanhar o inédito Nem Tudo Se Desfa”, de Josias Teófilo, que estuda a ascensão de Jair Bolsonaro a partir das manifestações de 2013.

A inspirada curadoria do cinema mais amado de São Paulo também reuniu clássicos e cults, de décadas e nacionalidades diversas, com histórias reais e fictícias, como os documentários: Outubro (1927), de Grigoriy Aleksandrov e Sergei Eisenstein; “ Batalha de Argel (1966), de Gillo Pontecorvo; Z (1969), de Costa-Gavras;  Entreatos (2004), de João Moreira Salles; Peões (2004), de Eduardo Coutinho; e Alvorada (2020), de Anna Muylaert e Lô Politi.

Esta mostra de filmes chega em tempos de extrema polarização, valendo lembrar que o mundo sempre passou por momentos parecidos com este em que vivemos, e que o cinema sempre esteve presente, lutando contra todo tipo de censura e repressão. E como diz o lema do próprio Petra Belas Artes, “a nossa essência é resistir”, porque sem cultura não há democracia.

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