"Walden ou a vida nos bosques"Publicado pela primeira vez em 1854, “Walden ou a vida nos bosques” tem sido referência fundamental para diversos pensadores e movimentos ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, como Martin Luther King Jr., Mahatma Gandhi e o movimento artístico beat. Aliás, o clássico do escritor americano Henry David Throeou é um manifesto a favor da natureza e da liberdade, que chega às livrarias em nova edição pela Editora Planeta.

No centenário de nascimento de Henry David Throeou, em 1917, Virgínia Woolf publicou um ensaio no suplemento literário do The Times, incluído na nova edição em nota biográfica. No texto, a escritora afirma que o indivíduo não é suficiente seguro de si mesmo para romper por completo com a ordem estabelecida. Foi justamente essa a aventura de Throueu, com uma personalidade fria e apática, optou pelo isolamento para intensificar a verdadeira compreensão sobre si.

Aos 27 anos, em conflito com as mudanças trazidas pela Revolução Industrial, Throeou decide abandonar a cidade e abraçar a simplicidade da vida na floresta, vivendo por dois anos às margens do lago Walden, em Massachusetts, nos Estados Unidos, em uma casa que ele mesmo construiu. Foi ali que escreveu Walden ou a vida nos bosques, um manifesto que suscita uma série de reflexões sobre temas que perpassam a sociedade até os dias de hoje, como o respeito à natureza e crítica a um modelo de vida pouco sustentável.

No livro, o escritor descreve e explica a experiência de viver em meio à natureza, suas motivações e conflitos. Observador incorrigível e considerado por Joyce Carol Oates como o poeta supremo da duplicidade, Throeou escreve com sensibilidade e maestria, colocando diversos conceitos em perspectiva, da espiritualidade à fragilidade humana.

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