Festival apresenta instalação do Museu Imaginário de História Natural da Amazônia.

A 11º Festival Novas Frequências, o MIHNA irá apresentar uma instalação sonora no Centro Cultural Oi Futuro, a partir de 3 de novembro, no que vem a ser o segundo desdobramento desta edição, que contará ainda com atividades performativas presenciais, de 29/11 a 5/12, além de uma galeria de arte visual a partir de 1º de dezembro no site www.novasfrequencias.com.

11º Festival Novas FrequênciasO Novas Frequências é um festival internacional que promove experiências ao redor da música experimental, da música de vanguarda e da arte sonora, criado em 2011 no Rio de Janeiro. O formato é descentralizado, pulverizado espacialmente e busca, ao mesmo tempo, para, certamente, ressignificar a cidade e estabelecer parcerias com o ecossistema cultural local.

Sua 11ª edição possui como tema central a pergunta “Pra Onde Agora?” e está dividida em quatro desdobramentos principais: o Programa de Formação (outubro e novembro de 2021), uma instalação sonora no Centro Cultural Oi Futuro (novembro de 21 a janeiro de 22), uma galeria de arte virtual (a partir do dia 1º de dezembro de 2021) e atividades performativas presenciais (entre 29 de novembro e 05 de dezembro de 2021).

A instalação sonora no Centro Cultural Oi Futuro é uma coleção de sons e histórias que abrem a escuta como portal de entrada para paisagens, ecologia e cultura da floresta amazônica. De pequenos contos sobre pássaros à expedições poéticas na floresta de Igapó, essas narrativas assumem diferentes formatos, uns mais contemplativos e outros mais informativos. Uma série de personagens e cenários dão voz a histórias de evolução, produção de alimentos, resiliência e violência, geologia, uso da terra e possíveis futuros.

A Amazônia é um complexo de ecossistemas que abriga um arquivo vivo de memórias e imaginários. Considerando as urgências socioambientais atuais e o papel da Amazônia nessa equação, os artistas e pesquisadores Bruno Garibaldi, Gabriel Verçoza e Luisa Puterman propõem um museu sem portas e paredes que busca refletir sobre as relações que os humanos têm com os ambientes em que vivem. Segundo os idealizadores do museu imaginário, “assim como livros, mapas e bibliotecas, os museus não são apenas ferramentas que afirmam narrativas específicas, mas sim espaços de produção de conhecimento.”

Segundo o curador do 11º Festival Novas Frequências, Chico Dub, “A instalação, em virtude de tudo o que está acontecendo não só na Amazônia, como no meio ambiente do planeta como um todo, se apresenta como uma maneira de pensar as questões ambientais de uma forma pouco usual, porém extremamente necessária. É um trabalho que estimula o desenvolvimento de uma escuta mais atenta em detrimento do bombardeio de estímulos visuais a que estamos acostumados diariamente. A cenografia minimalista, ao mesmo tempo em que teatraliza o cubo branco, se contrapõe às inúmeras fontes sonoras presentes nos fones de ouvido.

Na galeria 3 do Oi Futuro, localizada no 5º nível do Centro Cultural, as “salas do Museu”, simplesmente evidenciadas por adesivos no piso, apresentam através de fones de ouvido, a “Coleção de Insetos” com pequenas histórias e ultrassons de espécies que nunca foram ouvidas: abelhas, borboletas e formigas têm suas vozes amplificadas para fornecer uma perspectiva peculiar da Amazônia.

Na sala da “Noite” nos perguntamos: o que acontece na selva quando anoitece? Que canções e mitos sussurram na escuridão misteriosa? Bioacústica noturna, comunicação animal e cultura local se unem para contar histórias da vida selvagem notívaga na floresta tropical. Na sala “Soja”, ouvimos sons sobre relações entre produção de alimentos, floresta e clima – uma narrativa polifônica perturbadora que nos convida a co-imaginarmos nosso impacto como espécie. A configuração complexa da Amazônia revela algumas camadas sobre extinção, evolução e resiliência.

Aliás, a obra marca a primeira vez em que o Novas Frequências ocupa uma galeria do Oi Futuro com uma instalação sonora.

Em cartaz desde 3 de novembro, a instalação sonora do MIHNA – Museu Itinerante de História Natural da Amazônia acontece até 23 de janeiro.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here