O homem das Trevas 2
Still

A premissa do primeiro O Homem nas Trevas era bem simples, um grupo de ladrões invadem uma casa, porém eles não tinham a menor ideia de onde estavam se metendo. Assim a trama do personagem de Stephen Lang se desenrola com violência, sangue e com a moral bizarra e quebrada do personagem. Aliás, se existe algo impecável neste longa é a presença e o carisma incrível de Stephen Lang, que é o único elo de simpatia para com o personagem.

Agora, na sequência já se passaram alguns anos após os eventos do primeiro filme, onde o personagem teve uma filha, Phoenix (Madelyn Grace) e vive uma vida simples longe da cidade. Em O Homem nas Trevas 2, o homem cego se chama Norman Nordstrom, e adota a menina após a salvar de um incêndio. Ele a cria dentro da rigidez militar, e além disso, prepara a menina para combate e sobrevivência. Só que a família verdadeira de Phoenix quer sua menina de volta, agora, Norman vai ter que proteger sua família de novo.

Vamos aos fatos, existem duas diferenças brutais nesta sequência. A primeira é que este é um filme de redenção, a segunda é que o personagem enfraqueceu fisicamente. No primeiro filme o homem cego é implacável, mas ele estava lutando contra um bando de ladrões. Já no segundo, os atacantes tem um objetivo bem claro e estão focados nisso, o que cria um desafio maior para o personagem.

O Homem nas Trevas 2 cria a noção de que o homem cego é uma pessoa extremamente capaz, deixando claro que ele foi SEAL da marinha, um veterano muito bem treinado., um matador com um passado militar complexo que é revelado em fragmentos, pois aqui ele é só um homem em busca de redenção.

Aliás, a busca pela redenção é justa no roteiro quando existe elementos dentro desse roteiro para isso, porém não é o caso. O homem cego nunca foi retratado como uma figura bondosa, basta lembrar que ele sequestrou e engravidou uma mulher a força por inseminação artificial porque ele julgava que isso seria o justo. Colocar esse personagem em uma jornada para se redimir necessita de um apelo muito forte. Apelo esse que foi tão pobre que chega a ser inexistente.

Com relação as cenas de ação, elas são bem feitas, o diretor, Rodo Sayagues, traz momentos extremos das lutas sem causar confusão. Os movimentos são bem coreografados, além disso, a fotografia abusa bastante de sombras e tons mais quentes.

Hollywood atualmente vive uma onda de humanizar vilões, mostrar que eles são pessoas quebradas e cheias de traumas, o que pode render excelentes obras, contudo existem casos que quanto mais obscuro melhor. Levar o homem cego para esse lado mais luminoso só enfraqueceu a história, talvez o caminho mais sensato teria sido tornar o Homem nas Trevas a própria escuridão. O filme já está nas plataformas digitais para aluguel e compra.

 

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