Nelson Freire
Foto: Toca Seabra

Nelson Freire, documentário com roteiro e direção de João Moreira Salles terá sessões especiais, a partir do dia 25 de novembro no Rio de Janeiro, e logo em seguida em São Paulo, também por uma semana, a partir do dia 2 de dezembro. As sessões foram programadas com uma cópia 35mm e serão realizadas no Espaço Itaú de Cinema das duas cidades, salas que ainda dispõem de um projetor de cinema 35mm.

Lançado em maio e 2003, Nelson Freire chegou a ficar 17 semanas em cartaz e fez um público final de 60.793 espectadores. Salles comemora a volta do filme aos cinemas, “Fico contente que, quase vinte anos depois da estreia do filme, o público possa rever o Nelson em tela grande, e com isso matar um pouco da saudade que ele deixou”.

Como um mosaico, o documentário é feito de um conjunto de sequencias relativamente independentes. São 31 blocos temáticos que em princípio poderiam ser montados em qualquer ordem.

O filme acompanha algumas rotinas de Nelson em concertos ou recitais, desde o primeiro contato com o piano até a recepção dos admiradores no camarim. Aliás, ele é o mesmo e um só em qualquer palco. As imagens, certamente, se repetem de uma sala a outra. Além disso, Nelson sempre experimenta o piano com um dedilhado rapidíssimo. Terminado o concerto, cumpre o ritual dos cumprimentos.

De certa forma, este é um documentário silencioso, tal como Nelson Freire. Para mostrá-lo como personagem, é preciso rodeá-lo, mostrá-lo através das coisas que faz, das coisas de que gosta.

Aliás, Uma característica do documentário está na ausência de depoimentos sobre Nelson. O filme não buscou o testemunho de amigos ou parentes, de outros músicos, de críticos ou de simples admiradores. A única exceção é a pianista argentina Martha Argerich, com quem Nelson manteve uma amizade de mais de quatro décadas. O documentário mostra um pouco dessa longa amizade no Sul da França, onde eles se apresentaram juntos num festival de verão, tocando peças para dois pianos.

Embora seja montado como um panorama, o documentário registra fragmentos de uma história completa, indicando uma linha de continuidade entre a infância e a maturidade. Os fatos e imagens escolhidos refazem o fio histórico que transformou o menino prodígio do interior de Minas no pianista que se tornou unanimidade internacional. Duas cartas emocionadas (uma do pai, outra da professora Nise Obino) apreendem com naturalidade o destino do pequeno músico.

Nelson Freire foi filmado no Rio e São Paulo, na França, na Bélgica e na Rússia, entre maio de 2000 e agosto de 2001.

Para os recitais e concertos foram utilizados de 4 a 16 canais de gravação. Tanto a captação do som quanto a mixagem foram realizados em sistema digital. O filme tem 1 h 42 min de duração e será projetado em som dolby surround.

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