"QUEM ME LEVA PARA PASSEAR"Elisa Lucinda lança a autoficção “QUEM ME LEVA PARA PASSEAR”, pela Editora Malê. Nele  a personagem Edite, do “Livro do Avesso” (2019), retorna. Fazendo uso da técnica literária fluxo de consciência, a escritora vai nos permitindo conhecer o pensamento de Edite que, em seu monólogo interior, com amor e humor, nos conduz a aprimorar o olhar para a vida e nos provoca na liberdade íntima do pensar.

“No primeiro volume da série ‘O pensamento de Edite / Livro do Avesso’, ainda não sabíamos que Edite era uma cozinheira e acompanhávamos seu pensamento diário como se estivéssemos lendo alguém que anota tudo que pensa. Neste segundo, não. Ela não escreve, mas nós temos acesso ao que ela pensa. Estamos dentro da cabeça de Edite vivendo com ela os seus sonhos, sua geografia, suas incongruências, contradições, falhas e epifanias, para o que der e vier. Aliás, na cabeça de Edite cabe tudo. ” É um bairro, uma praça imensa, um palácio, um quarteirão, um país. Seu nome próprio, que é também um verbo, já diz a que veio: Edite”, sintetiza a autora.

Em seu processo de escrita, Elisa costuma pedir a amigos que leiam seus originais em voz alta “para que ela possa ter a noção da força oral daqueles arranjos de palavras e fazer assim os ajustes rítmicos do tecido em prosa coloquial e poética ao mesmo tempo”, reforça a capixaba.

Lázaro Ramos depõe na quarta capa do livro suas impressões da história, “Me transportei, surpreendentemente, para o universo de Edite que sim, em muitos momentos parecia ser algo particular, do exercício da liberdade dessa mulher preta cheia de desejos, uma querente por excelência e em outros momentos ela era muitas. Percebi pensamentos íntimos de avós, primas, tias, mãe ou até de desconhecidas. Edite é isso, uma ótima companhia para o nosso existir”, resume o ator, escritor e diretor.

    “Enquanto Edite cozinha, refoga devagarinho o alho para o seu arroz soltinho, ela vai cozinhando o mundo ao seu redor. Bota no fogo os culpados, fatia e descasca hipocrisias, cheira mentiras e deixa de molho a injustiça. (…) Eu chamo Elisa Lucinda de furacão”, declara a escritora e chefe de cozinha Paola Carosella na orelha do novo livro.

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