Fio de CorteLivro feminista por inspiração e DNA, “Fio de corte” reúne a poesia das autoras Angela Brandão, Ilana Eleá e Lucelena Ferreira. Os versos retratam a sexualidade, o amor, a intimidade, a família, a maturidade e o confinamento, por um olhar feminino de ruptura com padrões de gênero. As autoras, que moram no Chile, Suécia e Brasil, respectivamente, contam que os textos foram apresentados e transformados em conjunto, pela internet, durante o processo criativo. Aliás, muitas vezes, o poema de uma respondia ao da outra, assim, nesse movimento de trocas, o livro nasceu.

“Fio de corte”  é publicado pela editora 7Letras.

A crítica literária Heloisa Buarque de Hollanda aprova o resultado, na contracapa: “Gostei muito mesmo. É um livro seguro, que desliza liquidamente e com firmeza do início ao fim. As três autoras têm grande afinidade, e é interessante ver as similaridades e diferenças entre elas ao correr da leitura. Por outro lado, essa dicção que enxergo nos textos me chama a atenção porque é uma forma bem nova e pessoal de ‘olhar para dentro para ver o que está fora’, que se sintoniza e, ao mesmo tempo, se distancia da poesia feminista recente. Os temas de ‘Fio de corte’ tratam da mulher de hoje, mas o tom é intimista. Entre o corpo e a alma parece não haver descontinuidade. Parabéns às autoras. É muito bom, na minha idade, ver que as minas, cada uma de seu jeito, estão pisando no acelerador. Bom demais.”

Felizes com a boa aceitação, as autoras reforçam que “Fio de corte” não são três livros escritos separadamente e reunidos sob um mesmo título. Conectadas em um grupo on-line, as três trocaram ideias e experiências durante toda a feitura do livro. Foi, certamente, um processo de criação conjunta.

“A sintonia foi grande desde os primeiros encontros. O livro fala muito da perspectiva feminina no mundo machista, e foi pensado e tocado a seis mãos, como num concerto”, resume Lucelena, que uniu Angela e Ilana para o projeto. “É uma levantando a outra, sem rivalidade. Lidamos bem com o passar do tempo, somos quebradoras de estereótipos, rejeitando a ideia do sexo frágil.”

Angela conta que o encontro das três por meio da poesia trouxe novos ares durante o isolamento, já para Ilana, o livro é um convite ao diálogo, com mulheres falando com mulheres e com quem mais quiser chegar.

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